A Polícia Federal (PF) marcou presença no Seminário da Justiça Eleitoral promovido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), evento que discute os principais desafios para a segurança do processo eleitoral brasileiro nas eleições de 2026. Realizado entre os dias 27 e 29 de janeiro, o encontro reúne autoridades, especialistas e representantes de instituições estratégicas envolvidas na defesa da democracia, com foco no enfrentamento à criminalidade e no combate à desinformação.
A abertura do seminário contou com a participação da presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, que destacou a importância da atuação integrada entre os órgãos públicos para assegurar um processo eleitoral transparente, legítimo e seguro. A Polícia Federal integrou a programação do primeiro dia ao participar da mesa temática “Desafios da eleição de 2026: criminalidade, segurança e mundo digital”, trazendo à discussão sua experiência no enfrentamento a ameaças contemporâneas ao sistema democrático.
Representaram a instituição o diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DICOR/PF), Dennis Calli, e o diretor de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER/PF), Otávio Margonari Russo. Durante as exposições, foram apresentadas as principais frentes de atuação da Polícia Federal no contexto eleitoral, abrangendo tanto a segurança física quanto o ambiente digital.
Ao abordar o cenário da violência política, o diretor da DICOR destacou que a Polícia Federal atua de forma preventiva e repressiva para coibir ações criminosas que possam interferir no processo eleitoral, especialmente aquelas associadas a organizações criminosas. Segundo ele, a instituição já realiza o monitoramento de facções com potencial de influência no pleito, utilizando dados de inteligência e informações colhidas em eleições anteriores. Nesse contexto, ressaltou o papel estratégico da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), coordenada pela Polícia Federal, como ferramenta fundamental para mitigar a atuação dessas organizações em nível nacional e regional.
Outro ponto enfatizado foi o acompanhamento de movimentações financeiras atípicas no período pré-eleitoral, com atenção especial ao uso de dinheiro em espécie. A Polícia Federal atua de forma integrada com forças de segurança locais e órgãos de controle para identificar e coibir práticas ilícitas que possam comprometer a lisura do pleito. O compartilhamento de informações e a integração de bases de dados foram apontados como essenciais para permitir uma atuação antecipada e eficaz.
Na sequência, o diretor da DCIBER apresentou os principais desafios relacionados ao ambiente digital nas eleições de 2026. Entre os temas abordados estiveram o uso indevido de inteligência artificial, a disseminação de deepfakes, o discurso de ódio e os crimes contra a honra praticados por meios digitais. Segundo o dirigente, o avanço dessas tecnologias tem ampliado o alcance da desinformação e elevado os riscos de manipulação da opinião pública.
Também foi destacado o crescimento de práticas como o phishing eleitoral, com o uso indevido de imagens e dados de candidatos para aplicação de golpes. Nesse cenário, a atuação da Polícia Federal no Centro Integrado de Enfrentamento à Desinformação e Defesa da Democracia (CIEDDE) foi ressaltada como fundamental para a identificação e neutralização de campanhas coordenadas de desinformação.
Ao longo do painel, foi reforçado que a Polícia Federal atua com independência e autonomia técnica, sempre em conformidade com os preceitos legais, empregando tecnologia, inteligência policial e cooperação institucional para garantir que candidatos e eleitores possam exercer seus direitos com tranquilidade e segurança.
O seminário, que iniciou na terça-feira (27) segue até esta quinta-feira (29), com uma programação voltada ao fortalecimento da segurança eleitoral e ao enfrentamento das ameaças contemporâneas ao processo democrático brasileiro.
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Fonte: cenariomt






