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Passageiros do navio com hantavírus chegam à Espanha: o que se sabe até agora

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2026

Passageiros do navio MV Hondius começaram a desembarcar neste domingo (10) nas Ilhas Canárias, na Espanha, após a confirmação de um surto de hantavírus – doença viral transmitida por ratos – a bordo, que resultou em três mortes.

A operação teve início por volta das 5h30 (horário de Brasília) e segue protocolos sanitários rigorosos. Antes de deixar a embarcação, os passageiros passam por avaliação médica e são levados pelo Exército espanhol até terra firme. Em seguida, seguem em ônibus isolados até o aeroporto de Tenerife Sul, onde embarcam em voos de repatriação organizados por seus países.

Segundo o ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, o esquema foi planejado para evitar contato com a população local. Os cidadãos espanhóis foram priorizados no desembarque, seguidos por grupos organizados conforme a nacionalidade e a confirmação dos voos.

Após a retirada dos passageiros, o navio seguirá para a Holanda, onde passará por desinfecção sob responsabilidade do governo local e da empresa responsável.

A operação é acompanhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, monitorou o desembarque, e afirmou que o risco para a saúde pública nas Ilhas Canárias é baixo, apesar da gravidade da cepa identificada no cruzeiro.

Apesar da avaliação positiva quanto ao risco externo, o dirigente reforçou que a variante identificada no cruzeiro é considerada grave.

Casos de hantavírus confirmados

Seis dos oito casos suspeitos de hantavírus foram confirmados pela OMS. Até o momento, três pessoas morreram, sendo uma passageira alemã e de um casal holandês. A entidade não detalhou quais passageiros tiveram o diagnóstico confirmado.

Entre os casos confirmados está o de um cidadão britânico, de 69 anos, que foi transferido para uma UTI em Joanesburgo, na África do Sul.

O navio saiu da Argentina no início de abril. Dias depois, um passageiro morreu após contrair o vírus. A suspeita é que a origem do contágio ocorreu fora do navio e pode estar relacionada a um voo em Joanesburgo, na África do Sul.

Fonte: primeirapagina

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