Via @portalg1 | A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele não autorizou o uso de sua imagem e de sua voz na produção de um vídeo elaborado com inteligência artificial exibido durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) à Presidência da República.
A manifestação foi protocolada nesta quarta-feira (29) e encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes em resposta a um pedido de esclarecimentos formulado no âmbito da execução penal.
MANIFESTAÇÃO
Na petição, os advogados afirmam que Bolsonaro não poderia ter autorizado a produção do vídeo porque está com o direito de receber visitas suspenso por 30 dias. Também destacam que Flávio Bolsonaro está proibido de visitá-lo por 90 dias, o que, segundo a defesa, demonstra que não houve contato para solicitar a autorização.
Os defensores sustentam que o ex-presidente “não autorizou a utilização de sua imagem e voz para a produção do vídeo elaborado mediante inteligência artificial”.
ARGUMENTOS
A defesa afirma ainda que, mesmo antes da imposição das medidas restritivas, os filhos de Bolsonaro sempre utilizaram sua imagem pública em atividades político-partidárias.
Segundo os advogados, essa prática inclui a reprodução de fotografias, discursos, entrevistas e outras manifestações públicas do ex-presidente, sem que ele jamais tivesse apresentado oposição.
Ainda de acordo com a petição, essa utilização decorre da relação de confiança existente entre pai e filhos e da natureza pública da imagem de Bolsonaro.
PEDIDO
Ao final da manifestação, a defesa requer que os esclarecimentos sejam considerados por Alexandre de Moraes para o regular prosseguimento da execução penal.
A petição é assinada pelos advogados Celso Sanchez Vilardi, Paulo Amador da Cunha Bueno, Daniel Bettamio Tesser, Saulo Lopes Segall e Gabriel Domingues, além do senador Flávio Bolsonaro, que também atua na defesa do ex-presidente.
Fonte: @portalg1






