Â
A reuniĂŁo teve como foco a situação de famĂlias que residem no sul do Pará, mas dependem de serviços pĂşblicos ofertados por municĂpios mato-grossenses de ParanaĂta e Alta Floresta, devido Ă dificuldade de acesso Ă s cidades paraenses. O cenário tem gerado entraves administrativos e limitações legais para a atuação dos gestores pĂşblicos.
Â
Participaram do encontro os senadores Wellington Fagundes (PL), Carlos Fávaro (PSD) e Jayme Campos (UniĂŁo), alĂ©m do deputado federal e ex-secretário da Casa Civil, Fábio Garcia (UniĂŁo), da deputada Janaina Riva (MDB), do deputado estadual Nininho (Republicanos), do prefeito de ParanaĂta, Osmar Moreira, do prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, e do procurador do Legislativo, Bruno Cardoso.
Â
Logo após o encontro, os prefeitos destacaram o avanço nas tratativas e a abertura do Supremo para buscar uma solução negociada entre os estados.
Â
“Fomos muito bem recebidos pelo ministro. Discutimos a questĂŁo da divisa entre os estados e o atendimento das famĂlias que estĂŁo no sul do Pará e nĂŁo conseguem acessar a sede dos municĂpios. É um problema sĂ©rio, mas saĂmos daqui com esperança”, afirmou o prefeito Osmar Moreira.
Â
Já o prefeito de Alta Floresta, Chico Gamba, ressaltou que a expectativa é de uma solução definitiva a partir da mediação do STF.
Â
“SaĂmos daqui muito confiantes. O ministro acolheu a demanda e propĂ´s chamar o Estado do Pará para uma conciliação. Isso Ă© muito importante para buscarmos uma solução definitiva para essas famĂlias”, disse.
Â
Segundo os gestores, a indefinição territorial tem prejudicado o acesso da população a serviços essenciais, como saĂşde, educação e segurança. Em muitos casos, moradores precisam percorrer centenas de quilĂ´metros para acessar cidades do Pará, enquanto municĂpios de Mato Grosso acabam prestando atendimento mesmo fora de sua jurisdição.
Â
Jayme avaliou que a solução pode ocorrer por meio de conciliação entre os estados ou até mesmo por consulta direta às comunidades afetadas, destacando que o problema se arrasta há anos.
Â
Já Fábio Garcia pontuou que a situação envolve não apenas questões territoriais, mas também sociais e econômicas, especialmente para produtores rurais e trabalhadores da região.
Â
“É uma questĂŁo importante, porque envolve brasileiros que estĂŁo praticamente isolados e dependem do atendimento feito por municĂpios de Mato Grosso. NĂŁo podemos deixar essas pessoas sem assistĂŞncia”, afirmou.
Â
Fonte: Olhar Direto





