A Polícia Civil de São Paulo indiciou por intolerância religiosa o pai de uma aluna que acionou a Polícia Militar após a filha participar de uma atividade escolar sobre orixás, divindades da religião de origem iorubá. O episódio ocorreu em novembro de 2025 na Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Antônio Bento, na capital paulista.
O indiciamento foi realizado pelo 34º Distrito Policial da Vila Sônia, na zona sul da cidade. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em fevereiro.
Entrada de policiais na escola
Após a denúncia feita pelo pai, quatro policiais militares entraram armados na unidade escolar para verificar a situação. A atuação dos agentes passou a ser analisada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo.
Segundo a pasta, foi instaurado um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar a conduta dos policiais. O procedimento ainda está em fase de instrução, com análise das imagens das câmeras corporais e coleta de depoimentos dos envolvidos.
Conteúdo previsto em lei
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial, a atividade pedagógica está alinhada às Leis nº 10.639, de 2003, e nº 11.645, de 2008. As normas determinam que escolas brasileiras incluam no currículo o ensino da história e da cultura africana, afro-brasileira e indígena.
Segundo o ministério, o estudo de temas como os orixás amplia as possibilidades pedagógicas e contribui para o reconhecimento e valorização das identidades negras, quilombolas, indígenas e afro-brasileiras no ambiente educacional.
Em nota divulgada anteriormente, a pasta afirmou que esse tipo de conhecimento é fundamental para compreender a formação cultural do país. A identidade brasileira, segundo o ministério, foi construída a partir da contribuição de povos negros, afro-brasileiros e indígenas.
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Fonte: cenariomt






