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Os perigos de comprar um ex-táxi: o que considerar antes da aquisição

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O barato que sai caro? O que você precisa saber antes de comprar um ex-táxi

Comprar um carro ex-táxi vale a pena? Analisamos as vantagens do preço baixo, os riscos da alta quilometragem e o que você deve conferir antes de fechar o negócio.

No mercado de usados, é comum encontrar anúncios com preços significativamente abaixo da tabela Fipe. Muitas vezes, a justificativa é uma só: o veículo é um ex-táxi. Para alguns, é a oportunidade de ter um sedã moderno por preço de carro popular; para outros, é uma “bomba” prestes a explodir. Mas afinal, quando esse negócio realmente compensa?

O que você precisa saber antes de comprar um ex-táxi

O maior atrativo é, sem dúvida, o preço. Um carro que já foi táxi pode custar de 20% a 40% menos que um modelo equivalente de uso particular.

Além disso, há um mito de que todo táxi é malcuidado. Na realidade, para o taxista, o carro é sua ferramenta de trabalho. Ficar com o veículo parado por quebra significa prejuízo imediato. Por isso, muitos profissionais seguem à risca o cronograma de manutenção preventiva, trocando óleo, filtros e componentes de suspensão antes mesmo do prazo final.

O ponto mais crítico é a alta quilometragem. Um táxi circula, em média, de 5 mil a 10 mil quilômetros por mês. Em três anos, o carro pode facilmente ultrapassar os 200 mil km — uma marca que veículos de passeio costumam levar uma década para atingir.

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O que você precisa saber antes de comprar um ex-táxi – Foto: Freepik

Outro fator é o desgaste de componentes internos:

Acabamento: Bancos, maçanetas e botões de vidro costumam estar mais desgastados pelo uso intenso de passageiros.

Uso Severo: O “anda e para” das cidades submete o motor, o câmbio e a embreagem a um estresse muito maior do que o uso em estradas.

Quando COMPENSA Comprar?

Vale a pena se você estiver buscando um modelo robusto (como o Chevrolet Spin, Toyota Etios ou Renault Logan) e tiver uma reserva financeira para revisões imediatas. É um bom negócio para quem roda pouco e quer um carro confortável por um valor baixo, ou para quem pretende trabalhar com aplicativos e não quer investir um capital alto inicialmente.

Quando NÃO COMPENSA Comprar?

Se você não entende de mecânica e não tem um profissional de confiança para avaliar o carro antes da compra, fuja. Se o histórico de manutenção não for comprovado ou se o veículo apresentar sinais de batidas estruturais, o desconto no preço de compra será rapidamente consumido por reformas na oficina.

Check-list para o Comprador:

  1. Exija o histórico: Veja se as manutenções foram feitas em dia.
  2. Avalie a estrutura: Verifique se o carro não possui sinais de batidas graves (muitos táxis sofrem colisões leves no trânsito urbano).
  3. Teste de compressão: Peça a um mecânico para medir a compressão do motor para saber quanto de “vida” ele ainda tem.
  4. Documentação: Verifique se o veículo já foi descaracterizado e se a categoria no documento já foi alterada de “aluguel” para “particular”

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Escrito por

Robson Quirino

Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

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Sou Robson Quirino. Formado em Comunicação Social pelo IESB-Brasília, atuo como Redator/ Jornalista desde 2009 e para o segmento automotivo desde 2019. Gosto de saber como os carros funcionam, inclusive a rebimboca da parafuseta.

Fonte: garagem360

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