A Operação Libertas cumpriu, na manhã desta terça-feira (27), 50 ordens judiciais contra integrantes de uma facção criminosa suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa em Rondonópolis, conforme divulgado oficialmente pela Polícia Civil de Mato Grosso.
De acordo com a apuração da reportagem, são executados 22 mandados de prisão preventiva, 28 de busca e apreensão e outras medidas cautelares, como quebra de sigilo bancário e telemático, além do bloqueio de contas bancárias. As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis.
Atuação concentrada no Jardim Brasília
Segundo a Polícia Civil, todas as ordens judiciais da Operação Libertas são cumpridas dentro do município de Rondonópolis, com foco principal no bairro Jardim Brasília, onde foi identificada a atuação estruturada de uma célula da facção criminosa. Ao todo, 17 equipes da Delegacia Regional participam da ação.
A operação integra a estratégia Inter Partes, inserida no programa estadual Tolerância Zero Contra Facções Criminosas, iniciativa do Governo de Mato Grosso que intensifica ações repressivas contra organizações criminosas em todo o estado.
Investigações e estrutura da facção
Conforme apurado pela Derf, as investigações tiveram início em maio de 2024, após prisões em flagrante relacionadas ao tráfico de drogas que resultaram na apreensão de entorpecentes, armas, dinheiro em espécie e outros materiais ligados à facção. A partir desses fatos, três inquéritos policiais foram instaurados.
O avanço da investigação permitiu identificar vínculos diretos entre os suspeitos, com divisão de funções bem definida. Entre os alvos da Operação Libertas estão uma liderança responsável pela negociação e distribuição de drogas na região e um gerente encarregado da logística e da arrecadação dos valores provenientes da atividade ilícita.
Esquema de lavagem de dinheiro
As apurações também revelaram um esquema estruturado de lavagem de dinheiro, baseado no uso de contas bancárias de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para ocultar a origem e o destino dos recursos oriundos do tráfico.
Segundo a delegada Anna Paula Marien, responsável pelo caso, pessoas que cedem ou abrem contas bancárias para a facção passam a integrar o núcleo funcional do grupo. “Ainda que não executem atos de violência ou a venda direta de drogas, esses agentes viabilizam a circulação do capital ilícito, dificultam o rastreamento do dinheiro e conferem aparência de legalidade às operações”, afirmou em nota oficial.
A investigação identificou movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, repasses imediatos sem justificativa comercial e fracionamento de valores, padrões típicos de lavagem de dinheiro, segundo documentos oficiais do inquérito.
Por que a operação importa
- Enfraquece a base financeira de facções criminosas;
- Ataca a logística de lavagem de dinheiro, essencial para o crime organizado;
- Reforça a atuação integrada do Judiciário e da Polícia Civil.
Reportagem baseada em informações oficiais da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis.
📌 Box informativo
- Operação: Operação Libertas
- Data: 27 de janeiro
- Ordens judiciais: 50
- Crimes investigados: tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa
- Órgão responsável: Polícia Civil de Mato Grosso
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Fonte: cenariomt






