A Operação Defense (Ronda Agro CXXVII), realizada nos dias 3 e 4 de fevereiro, apreendeu 17 toneladas de agrotóxicos e fertilizantes irregulares, além de outros insumos ainda não identificados em situação irregular de armazenagem. O prejuízo estimado ao infrator ultrapassa R$ 3 milhões.
Durante a ação foram detectados ainda vários produtos sem qualquer identificação armazenados conjuntamente, de forma precária no mesmo galpão onde eram realizadas a manipulação e o fracionamento clandestinos, e outros com rotulagem em língua estrangeira não condizente com a tradução impressa, que possivelmente seriam utilizados para burlar os procedimentos exigidos no processo de importação.
A operação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do Programa de Vigilância em Defesa Agropecuária para Fronteiras Internacionais (Vigifronteiras), em conjunto com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e com a Polícia Civil de Boa Esperança/MG, teve como objetivo coibir um esquema ilícito de importação, fabricação, manipulação e comercialização de agrotóxicos por estabelecimento clandestino.
Nenhum dos insumos atendiam aos mínimos requisitos necessários, sem receituário agronômico e sem bula, representando um grande risco, uma vez que há substâncias que, inclusive, tiveram seu uso restrito no Brasil.
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Sobre os insumos apreendidos
As análises feita com espectrômetro de infravermelho portátil, identificaram semelhança entre o material apreendido e diversos princípios ativos, como benzoato de emamectina, fipronil, metsulfuron, diuron, piraclostrobina, cloreto de mepiquate, etefon, etofenprox, tiametoxam, cinamida e imazetapir.
A entrada irregular, produção e venda ilegal de agrotóxicos no Brasil, além de configurarem infração administrativa, podem caracterizar crimes contra a saúde pública, o meio ambiente e de contrabando.
Após a aplicação das medidas administrativas pelos órgãos de fiscalização, os responsáveis pela atividade ilegal foram conduzidos à Delegacia da Polícia Civil de Boa Esperança (MG) para os procedimentos policiais.
As operações especiais de fiscalização e repressão a atividades ilícitas têm como objetivo proteger os ativos agropecuários do país, preservar a saúde da população e o meio ambiente e evitar concorrência desleal no comércio de insumos agrícolas. Essas ações também garantem que os produtores rurais tenham acesso a produtos seguros e de qualidade comprovada.
Fonte: primeirapagina






