No início dos anos 2000, Hollywood transformou remakes de terror asiáticos em um fenômeno global. Títulos japoneses ganharam novas versões e chegaram ao topo das bilheterias, como e . Lançado em 2004, o filme dirigido por arrecadou 187 milhões e apresentou a muitos espectadores um dos personagens mais perturbadores do gênero: Toshio Saeki, interpretado por Yuya Ozeki.
Antes do remake americano, porém, a franquia japonesa já tinha uma longa história. A mitologia de Ju-On começou em 1998, com dois curtas de Shimizu, e se expandiu para lançamentos diretos em vídeo antes de chegar ao cinema em 2002, com O Grito. Foi ali que Ozeki assumiu o papel do menino que, após a morte violenta da mãe Kayako, se torna parte da maldição que assombra a casa.
O papel que transformou um menino em ícone do terror japonês
Ozeki reprisou Toshio no segundo filme japonês e também no remake americano. Embora a versão de Hollywood tenha simplificado a narrativa e ampliado a presença de Kayako e Toshio para conquistar o público ocidental, Ozeki se tornou, para muitos, a imagem definitiva do personagem. Sua aparência pálida e o miado inquietante, marca registrada de Toshio, passaram a simbolizar toda a franquia.
Depois disso, outros atores interpretaram o garoto em diferentes linhas do tempo da série, já que a cronologia de O Grito se divide entre múltiplas versões do mesmo evento trágico. Em todos os casos, a morte de Kayako e o fim brutal de Toshio permanecem o núcleo da história, seja no Japão, seja na adaptação americana, onde o pai Takeo o afoga na banheira.
Ozeki ainda aparece creditado em , mas apenas com material de arquivo. A partir dali, foi substituído — algo comum entre atores infantis em franquias de longa duração. Curiosamente, enquanto continuou dando vida a Kayako por anos, Ozeki se afastou completamente das gravações.
A rápida despedida de Yuya Ozeki do cinema e o mistério após O Grito
Depois do auge em O Grito, Yuya Ozeki não retornou ao cinema ou à TV de forma consistente. Ele é listado em produções como Hotel Concierge (2014), mas não chega a aparecer de fato. Seu último trabalho real permanece sendo O Grito.
Assim como muitos atores mirins que brilham em um único papel marcante, Ozeki parece ter encerrado a carreira cedo, algo comum na indústria. Ele veio, assustou o mundo inteiro e era só isso que precisava fazer. Hoje, o menino amaldiçoado vive apenas na memória dos fãs e no legado de uma das figuras mais icônicas do terror japonês.
Fonte: adorocinema






