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Imagem inédita do cérebro humano revelada pela mais potente ressonância magnética do mundo

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O scanner de ressonância magnética (MRI) mais poderoso do mundo entregou suas primeiras imagens de cérebros humanos. Em aproximadamente quatro minutos, foram adquiridas algumas das visualizações anatômicas mais notáveis até então.

Com o nível de precisão alcançado, os pesquisadores esperam elucidar doenças neurológicas que assombram a humanidade, como Alzheimer e Parkinson, e avançar na compreensão da mente humana.

Em 2021, os pesquisadores do da França, usaram o aparelho pela primeira vez para escanear uma abóbora. Recentemente, as autoridades de saúde deram o sinal verde para que eles pudessem usar a máquina em humanos.

Nos últimos meses, cerca de 20 voluntários saudáveis se tornaram os primeiros a entrarem na boca do aparelho de ressonância magnética, que está localizado na área de Plateau de Saclay, ao sul de Paris, polo de muitas empresas de tecnologia e universidades.

25 anos de pesquisa

Demorou 25 anos para o CEA e seus parceiros desenvolverem este scanner de ressonância, chamado de Iseult, que utiliza um magnético extraordinariamente alto de 11,7 teslas — unidade de medida do campo magnético, nomeada em homenagem ao inventor Nikola Tesla.

A resolução muito alta das imagens significa que os detalhes observados são extremamente pequenos, com apenas 2 milímetros de tamanho na área da imagem () e 1 milímetro de espessura (profundidade).

Isso é equivalente a visualizar um volume de cérebro que contém apenas alguns milhares de neurônios, ou seja, uma pequena parte do cérebro.

“Com esta máquina podemos ver os minúsculos vasos que alimentam o córtex cerebral ou detalhes do cerebelo que eram quase invisíveis até agora”, explicou o físico Alexandre Vignaud, que trabalha no projeto.  

Ao atingir resoluções tão finas, com esse verdadeiro telescópio do cérebro, será possível acessar informações sobre neurônios que anteriormente eram inatingíveis e entender como o órgão codifica as representações mentais, os processos de aprendizado e até mesmo descobrir as assinaturas neuronais dos estados de consciência.

Fonte: revistaoeste

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