Uma mulher de 27 anos perdeu uma motocicleta, um capacete e dinheiro após cair em um golpe durante a venda de uma Biz anunciada no Facebook, em Sorriso, no Mato Grosso. O caso foi registrado na delegacia depois que o pagamento prometido não foi realizado e o contato com o suposto comprador foi interrompido.
O prejuízo ocorreu após a vítima publicar o anúncio no marketplace da rede social, oferecendo a motocicleta avaliada em R$ 5.500,00 e um capacete no valor de R$ 150,00. A negociação evoluiu por telefone e terminou com a entrega dos bens sem que o dinheiro fosse repassado.
Negociação envolveu intermediário e pedido para ocultar identidade
Conforme relatado à polícia, um homem entrou em contato informando que teria interesse na compra, mas que enviaria um funcionário para avaliar o veículo no local de trabalho da anunciante. A estratégia passou confiança inicial, já que o suposto comprador se manteve em contato constante por telefone.
No momento em que o interessado compareceu para verificar a motocicleta, o intermediário fez um pedido específico: orientou a vendedora a dizer que era sobrinha dele. A justificativa apresentada foi de que pretendia revender a moto por um valor maior. A vítima aceitou a orientação e manteve a versão durante a conversa presencial.
Após a avaliação, o comprador demonstrou interesse em fechar o negócio. Foi então que o intermediário determinou que o pagamento fosse feito diretamente a ele, comprometendo-se a repassar o valor à proprietária logo em seguida. A dinâmica da negociação, segundo o registro policial, seguiu exatamente essa orientação.
Entrega do bem e bloqueio confirmaram o golpe
Acreditando que o acordo seria cumprido, a vítima entregou a motocicleta e o capacete ao homem que esteve no local, apresentado como funcionário. A liberação do bem ocorreu antes da confirmação do crédito, baseada na promessa de repasse imediato.
O pagamento, no entanto, não aconteceu. Pouco depois da entrega, o intermediário bloqueou a comunicante no aplicativo WhatsApp e deixou de atender as ligações. Sem retorno e sem qualquer comprovante de transferência, a mulher percebeu que havia sido enganada.
Diante da situação, ela procurou a delegacia para formalizar a denúncia e relatar toda a sequência dos fatos, desde o anúncio online até a perda dos bens. O registro detalha a atuação de mais de uma pessoa na negociação e a utilização de falsa intermediação para induzir a vítima ao erro.
O caso segue sob apuração, conforme informações repassadas no boletim de ocorrência. A orientação é que negociações realizadas por redes sociais sejam concluídas apenas após a confirmação efetiva do pagamento, evitando repasses a terceiros e exigindo identificação clara dos envolvidos.
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Fonte: cenariomt






