Via @portalg1 | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volta a BrasĂlia e terá de pensar imediatamente em trocas de ministros.
Dois querem sair já. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, conversou com Lula no fim do ano passado e sinalizou que desejaria deixar o ministério ainda em janeiro, de preferência até o fim desta semana. Fernando Haddad quer sair até fevereiro.
Integrantes do MinistĂ©rio da Justiça afirmam que, na virada do ano, Lewandowski sinalizou que quer antecipar a saĂda. E deixar a pasta atĂ© o fim desta semana, na sexta-feira (9).
Entre técnicos da pasta, há os que defendam a permanência do ministro até a aprovação da “PEC da Segurança Pública”. A proposta ainda precisa passar pelo plenário da Câmara e pelo Senado.
Já Fernando Haddad tambĂ©m conversou com Lula sobre seu desejo de deixar o MinistĂ©rio da Fazenda neste inĂcio de ano, mas sinalizou que poderia ficar atĂ© o final de fevereiro.
Na Fazenda, a tendência é de o secretário-executivo, Dario Durigan, ficar no comando da pasta.
Coordenação de campanha
O interesse do ministro seria atuar na coordenação da campanha de reeleição de Lula à presidência. Os planos do PT — e de Lula — para ele são outros: uma candidatura ao governo de São Paulo ou ao Senado.
Antes mesmo da saĂda de Haddad, o quadro de secretários do ministĂ©rio da Fazenda já começou a mudar.
Marcos Barbosa Pinto, que estava Ă frente da secretaria de Reformas EconĂ´micas, deixou o ministĂ©rio antes do recesso. A saĂda dele já havia sido anunciada em novembro.
Governistas tĂŞm a leitura de que o secretário Ă© uma pessoa do mercado, e nĂŁo da polĂtica. E que a agenda reformista da Fazenda no governo Lula 3 se encerrou. A saĂda dele, portanto, seria natural para essas fontes.
No caso da Justiça, as negociações sĂŁo mais complicadas. Dentro do PT, há uma defesa para que Lula aproveite a saĂda de Lewandowski para atender um pedido do partido e dividir o ministĂ©rio em dois: o da Justiça e o da Segurança PĂşblica, para dar uma resposta para o eleitorado, que tem criticado o desempenho do governo Lula na área.
Segurança pública está no topo das preocupações do eleitorado de acordo com as últimas pesquisas.
Segundo interlocutores do ministro da Justiça, o desejo dele é encerrar a passagem pela pasta no ato do governo sobre o 8 de janeiro.
Lewandowski já conversou com o presidente Lula, que dará a palavra final de quando a saĂda irá ocorrer. Os secretários estĂŁo informados da decisĂŁo desde o fim do ano passado.
Com reserva, o que secretários falam Ă© de um certo cansaço do ministro em lidar com assuntos sensĂveis sem apoio do Planalto. As crĂticas sĂŁo direcionadas ao ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa.
Os secretários tambĂ©m relatam desânimo pela falta de diálogo qualificado no Congresso Nacional.Â
Para o Ministério da Justiça, os projetos da pasta foram desvirtuados no Congresso Nacional (PEC da Segurança Pública e Antifacção).
Por Valdo Cruz, Erick Rianelli, Isabela Camargo, g1 e GloboNews — BrasĂlia
Fonte:Â @portalg1





