“Os acontecimentos recentes demonstram o acerto e a urgência de três metas da nossa gestão, a adoção de um código de ética, o fim do inquérito das fake news e a modernização do sistema de Justiça”, disse Fachin.
A declaração do presidente acontece em meio ao embate [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/fachin-reconhece-crise-mensagens-moraes-vorcaro-tomara-providencias/]do vice-presidente da Corte, Alexandre de Moraes e o ministro André Mendonça, que é relator da operação Compliance Zero na Corte. Mais cedo, Fachin havia decidido retirar um requerimento de Moraes para investigar Mendonça do inquérito 4781 [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/fachin-da-5-dias-para-pgr-se-manifestar-sobre-acusacoes-de-moraes-contra-mendonca/].
Fachin disse ainda que “nenhuma autoridade” está acima dos Poderes da República e nem da Constituição, e que os “fatos apurados” são graves e “não permitem atalhos”.
“Nenhuma autoridade está acima da Constituição, nenhum poder está acima da lei e nenhum interesse circunstancial pode se sobrepor à integridade do Estado de Direito Democrático. (…) Não haverá precipitação, tampouco omissão”. declarou Fachin.
Fachin finalizou indicando que não deve ser esperada nenhuma medida para logo. Ele declarou que a gravidade dos fatos não admitiria “atalhos”. A resposta, prometeu o magistrado, será “firme, proporcional e rigorosa”.
Crise sem precedentes na Corte
O ministro Alexandre de Moraes enviou nesta quinta-feira (3) a Fachin, um pedido para investigar o colega André Mendonça no inquérito das fake news [https://www.gazetadopovo.com.br/republica/moraes-enquadra-mendonca-no-inquerito-das-fake-news/] aberto há mais de sete anos por Dias Toffoli. O ato foi uma retaliação à iniciativa de Mendonça de investigar Moraes pelo envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro e o caso Master. Áudios demonstraram que ele pode ter ajudado o suspeito a saber de movimentações que acabariam na liquidação do Master.
Aberto em 2019 por Dias Toffoli, então presidente do STF, o inquérito das fake news inicialmente investigava críticas à Corte pelo desmonte da Lava Jato. Alexandre de Moraes foi indicado relator sem sorteio e permaneceu com a hegemonia de todas as suas decisões.
Fonte: gazetadopovo





