Nesta quarta-feira, 2, o ministro de , Alexandre Silveira, voltou a criticar a (Aneel). Ele afirmou que o ĂłrgĂŁo “está boicotando o governo” e exigiu um comportamento mais tĂ©cnico e menos polĂtico de seus diretores.
Em agosto, Silveira já havia ameaçado intervir na agência em razão da lentidão na análise de processos, acusando-a de omissão. Desta vez, o foco de Silveira é para que a Aneel atenda sua solicitação de utilizar a Conta Bandeiras para mitigar o impacto do acionamento da bandeira vermelha patamar dois nas contas de luz dos consumidores brasileiros.
“Que bom que a Aneel assume a responsabilidade de dizer que o custo da energia Ă© responsabilidade dela. Isso me tranquiliza, mas tambĂ©m me preocupa. Se ela se alinhar Ă s polĂticas pĂşblicas do governo vai me alegrar”, disse Silveira a jornalistas.
“Se ela continuar sendo uma agĂŞncia que trabalha contra o paĂs e contra o governo, boicotando inclusive o governo, vai me preocupar muito. Mas nĂŁo deixarei de defender o interesse do povo brasileiro.”

O Ministério de Minas e Energia solicitou que a Aneel considere usar o saldo da Conta Bandeiras para reduzir a cobrança adicional nas tarifas. Conforme o pedido desta terça-feira, 1°, isso valeria para este mês e para os próximos.
A Conta Bandeiras arrecada dinheiro extra dos consumidores durante perĂodos de aumento no custo de operação do sistema, como o acionamento de usinas tĂ©rmicas.
A Conta Bandeiras deveria ter utilização justamente no pagamento desses custos adicionais, para atenuar reajustes tarifários das distribuidoras. Silveira argumenta que, embora a Aneel deva ter a autonomia para decidir sobre o uso da medida, não é necessário manter um grande saldo neste fundo.
Ele afirmou que o saldo atual Ă© superior a R$ 5 bilhões e que a agĂŞncia deveria reavaliar quanto Ă© preciso manter como reserva, para eventuais dificuldades hĂdricas, e quanto poderia ter uso imediato, para aliviar o custo ao consumidor.
“Entendo que os valores do saldo não deveriam ser tão altos e poderiam ser usados em parte para impactar menos o consumidor de energia neste momento”, afirmou o ministro. “A Aneel, com esse conjunto de posturas reativas, demonstra que ela politiza muito uma agência reguladora que deveria ter caráter mais técnico e falar mais para dentro e menos para fora.”
Fonte: revistaoeste




