Saúde

Ministério da Saúde opta por não disponibilizar vacina contra herpes no SUS: Entenda a decisão

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2026

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para prevenção do herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União.

Segundo relatório da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), o imunizante foi considerado de alto custo em relação ao impacto esperado no controle da doença. O documento aponta que, apesar do benefício clínico, o preço atual inviabiliza a adoção em larga escala pelo sistema público.

A vacina recombinante adjuvada é indicada para idosos com 80 anos ou mais e para pessoas imunocomprometidas a partir dos 18 anos. Mesmo reconhecendo a relevância da proteção para esses grupos, a Conitec destacou a necessidade de negociações adicionais para redução do valor.

O comitê técnico reconheceu a importância da vacina na prevenção do herpes-zóster, mas avaliou que o impacto orçamentário não é sustentável nas condições atuais.

De acordo com os cálculos apresentados, a imunização de cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano teria custo estimado em R$ 1,2 bilhão anuais. Ao final de cinco anos, o investimento total chegaria a R$ 5,2 bilhões, o que levou à conclusão de que a vacina não é custo efetiva para o SUS.

A portaria ressalta que a decisão pode ser revista caso novos dados ou condições de preço sejam apresentados em futuras análises.

O que é o herpes-zóster

O herpes-zóster é causado pelo vírus varicela-zóster, o mesmo responsável pela catapora. Após a infecção inicial, o vírus permanece latente no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, especialmente em idosos ou pessoas com imunidade reduzida.

Os sintomas iniciais incluem queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Em seguida, surgem manchas avermelhadas que evoluem para bolhas com líquido, geralmente localizadas em apenas um lado do corpo. O quadro costuma durar de duas a três semanas.

Embora na maioria dos casos haja melhora espontânea, a doença pode provocar complicações, como alterações neurológicas, problemas oculares, auditivos e lesões persistentes na pele.

Tratamento oferecido pelo SUS

Nos quadros leves, o SUS disponibiliza tratamento sintomático para alívio da dor, febre e coceira, além de orientações sobre cuidados com a pele. Em situações de maior risco, como em idosos e pacientes imunocomprometidos, é indicado o uso do antiviral aciclovir.

Dados oficiais mostram que, entre 2008 e 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações por herpes-zóster no Brasil.

No período de 2007 a 2023, 1.567 mortes foram atribuídas à doença no país. A maioria dos óbitos ocorreu em pessoas com 50 anos ou mais, especialmente entre idosos acima de 80 anos.

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Fonte: cenariomt

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