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Menino em situação de rua conquista novo lar e reconhecimento paterno com ajuda do Judiciário

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2026

Uma criança de cinco anos que vivia em situação de vulnerabilidade social em Rondonópolis passou a morar com o pai biológico após um mutirão promovido pelo Poder Judiciário de Mato Grosso regularizar, em um único dia, o reconhecimento de paternidade e a guarda da criança.

O caso foi atendido durante o mutirão PopRuaJud, realizado em abril deste ano. Com a decisão, o menino passou a viver com o pai, o gerente de produção Rubens Cley Guerra de Souza, e a madrasta, Elisângela Lima da Silva.

Segundo o Judiciário, a medida evitou que a criança fosse encaminhada para morar com parentes em outra cidade.

Rubens afirmou que sabia da existência do filho, mas nunca havia convivido com ele. Segundo ele, após um breve relacionamento com a mãe da criança, os dois perderam contato.

Anos depois, o Conselho Tutelar procurou o pai para informar que o menino enfrentava situação de vulnerabilidade.

“Eles falaram que a situação estava complicada, que ele estava na rua. Quando me procuraram, eu falei: ‘Vamos fazer o DNA. Se for meu mesmo, eu já reconheço’”, relatou.

De acordo com Rubens, a adaptação ocorreu de forma rápida e afetiva. O menino agora frequenta a escola e vive com a nova família há cerca de um mês.

“O bichinho estava bem tristinho. Agora vive sorrindo, já está na escola e sendo bem tratado aqui”, afirmou.

Coordenador do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) e do mutirão PopRuaJud em Rondonópolis, o juiz Wanderlei José dos Reis afirmou que o caso representa o objetivo principal da iniciativa: aproximar pessoas em situação de vulnerabilidade dos serviços públicos e do sistema de Justiça.

Segundo o magistrado, assim que o caso chegou ao mutirão, foi realizada audiência de reconhecimento voluntário de paternidade, com participação da Defensoria Pública e do Ministério Público. Em seguida, houve a regularização do registro civil da criança.

“Conseguimos garantir o reconhecimento da paternidade e contribuir para que essa criança tivesse um lar, proteção e convivência familiar”, declarou o juiz(Com informações da assessoria).

Fonte: Olhar Direto

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