Economia

Max sugere a Mauro reduzir ICMS para frear diesel, atendendo pedido de Lula: Governos devem avançar nessa direção

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2026
O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (Podemos), defendeu que o governo e outros estados deveriam seguir a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e avaliar a possibilidade de reduzir o ICMS sobre a importação de diesel como forma de conter a alta do combustível.

A declaração foi dada após o governador Mauro Mendes (União) afirmar que não pretende adotar a medida proposta pelo governo federal. Ao comentar o posicionamento dos estados, Max afirmou que considera válida qualquer ação que ajude a reduzir o impacto do aumento no preço do diesel, especialmente em um momento de instabilidade econômica.
“Eu acho que tudo que a gente conseguir trabalhar para buscar um melhor preço, uma melhor condição, uma tranquilidade maior nesse período de incerteza, de guerra, de dúvidas, eu acho que é válido. E é importante que os governos de Estado também avancem nessa direção”, disse.
Segundo o presidente da Assembleia, a alta do combustível preocupa diretamente a economia mato-grossense, principalmente por causa da dependência do diesel para o funcionamento do agronegócio. Ele afirmou que o aumento já começa a impactar os custos de produção e pode provocar reflexos em toda a cadeia econômica.
“Preocupa, porque isso encarece a nossa produção. Nós dependemos muito do diesel para a produção da agricultura do nosso estado. Então, vai aumentar o custo da produção e, lógico que já vai aumentar o valor dos produtos, já gera inflação, gera uma série de incertezas”, declarou.
Max também afirmou que a Assembleia acompanha a situação com preocupação, principalmente diante da possibilidade de aumento generalizado de preços. Segundo ele, o cenário tem gerado insegurança inclusive entre consumidores.
“Eu vi pessoas comprando e estocando combustível com medo de ter dificuldade. Mesmo o Brasil produzindo quase todo o seu petróleo, é algo na faixa de menos de 15% que o Brasil precisa importar. Então, não é um número elevado e não se justifica alta”, afirmou.
Apesar de reconhecer que a política de preços depende principalmente do governo federal, o presidente da Assembleia defendeu que o debate precisa ser feito publicamente para evitar abusos.
“É lógico que é uma política nacional. A gente tem muito pouco poder e condição de trabalhar, mas a gente precisa fazer esse debate. Fazer esse debate de forma pública, porque se a gente deixar, os abusos, os preços exorbitantes acontecem e a população acaba sendo explorada”, comentou.

 

Fonte: Olhar Direto

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