“Iphan, ai meu Deus do céu, Iphan é um órgão federal, do governo federal, que não serve para nada, mas para atrapalhar é bom para burro, hein? É uma burocracia infernal, olha, tamo com a obra licitada, contrato assinado, esperando, se deixar fica um, dois, três anos. Eles não têm interesse em liberar nada não, eles não fazem e não deixam a gente fazer”, disparou em entrevista ao programa Show de Notícias da Rádio Jornal de Pontes e Lacerda nesta terça-feira (17).
A obra em questão integra um pacote de investimentos do governo para melhorar a infraestrutura na região oeste, incluindo a pavimentação de 39,9 quilômetros da MT-199 até o destacamento militar de Palmarito, na fronteira com a Bolívia. O investimento previsto é de R$ 57,3 milhões, dentro de um conjunto de ações que somam cerca de R$ 180 milhões ao longo da rodovia.
Mendes também criticou a morosidade nos processos de análise, afirmando que o excesso de burocracia compromete a execução do projeto.
“No nosso lado, trabalhar com seriedade, respeitar a lei, fazer o que é certo, agora, fazer rápido, não precisa enrolar para dizer sim ou dizer não, se tá dentro da lei, diga sim logo, se não está dentro da lei, não pode, diga não, explica e não perde tempo também”, argumentou.
O governador ainda ironizou critérios técnicos utilizados pelo órgão, sugerindo que pequenas descobertas acabam travando obras por longos períodos.
“No caso deles, não, eles não dizem sim, não dizem não, ficam enrolando, é, vamos ver e fica aquela, ‘ah, porque achamos aqui um caquinho aqui, ó, não, porque tem uma pedrinha ali’, aí enrola seis meses, um ano por causa de uma pedrinha ali que acha que achou, que aquele, que não serve pra nada, porque ele é enrolação, como se aquilo ali fosse agregar valor, melhorar a vida, né, de todos nós, mato-grossense e até a própria vida do país”, ressaltou.
Fonte: Olhar Direto






