A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) concentrou a maior parte das penalidades, somando mais de R$ 1,3 bilhão em multas. Já o Batalhão e as Companhias Independentes de Polícia Militar de Proteção Ambiental foram responsáveis por R$ 1,1 bilhão, enquanto o Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), do Corpo de Bombeiros, aplicou R$ 312 milhões.
Durante o período, a Sema deflagrou 291 operações de combate ao desmatamento ilegal e atendeu 3.749 alertas de desmatamento, com predominância de ações conduzidas pela Coordenadoria de Fiscalização de Fauna.
“Somos reconhecidos pelo MapBiomas e pelo programa Brasil Mais, do Ministério da Justiça, como o estado brasileiro com melhor performance no combate ao desmatamento ilegal. Investimos fortemente em tecnologia. Nosso monitoramento por satélite é diário, e nossas equipes atuam com planejamento. Essas estratégias, somadas a um licenciamento mais eficiente, têm mudado nossa trajetória”, afirmou a secretária de Estado de Meio Ambiente, Mauren Lazzaretti.
Ao todo, a área autuada alcançou 197 mil hectares. Desse total, 79 mil hectares correspondem a desmatamento ilegal; 72 mil hectares, a descumprimento de embargo; 35,7 mil hectares, a exploração ilegal; 10,3 mil hectares, ao uso irregular do fogo; e 1 mil hectares, à exploração ilegal de minério.
As ações resultaram na emissão de 3.682 autos de infração, além de 2.300 notificações, 2.379 termos de embargo, 5.723 autos de inspeção, 916 termos de apreensão e 516 termos de depósito.
Segundo o secretário executivo de Meio Ambiente, Alex Marega, os números refletem uma tendência consistente de queda no desmatamento no Estado. “Mato Grosso mantém uma redução significativa quando comparado à média histórica. Em 2025, registramos uma diminuição de 8% na média dos últimos dez anos. Em relação ao pico de 2004, a redução supera 86%”, destacou.
As fiscalizações da Operação Amazônia são planejadas com base no monitoramento contínuo das alterações na cobertura vegetal do território mato-grossense. A Gerência de Planejamento de Fiscalização e Combate ao Desmatamento, da Sema, define se a ação será remota ou presencial após a análise de dados, priorização de alertas e identificação das regiões com maior pressão de desmatamento.
O monitoramento utiliza a plataforma de imagens Planet e um sistema automatizado de geração de alertas, atualizado semanalmente. A partir dessas informações, os proprietários das áreas são notificados por e-mail para cessar imediatamente o desmatamento, sob risco de responsabilização administrativa, civil e criminal.
A tecnologia permite resposta mais rápida, facilita a responsabilização dos infratores e possibilita o embargo imediato das áreas. Máquinas de médio e grande porte e outros equipamentos utilizados em crimes ambientais são apreendidos, medida que contribui para a descapitalização do infrator.
As operações de combate aos crimes contra a flora contam com equipes da Superintendência de Fiscalização da Sema e das Diretorias de Unidades Desconcentradas (DUDs), com apoio da Segurança Pública, especialmente da Polícia Militar e do Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA).
Fonte: Olhar Direto






