A maior Catrina do mundo acaba de ser inaugurada no Zócalo, a principal praça da Cidade do México. Com impressionantes 33,4 metros de altura, a escultura já entrou para o Guinness e se tornou a grande estrela das celebrações do Día de los Muertos deste ano.
Vestida de roxo e cercada por milhares de flores de cempasúchil (a tradicional flor-de-defunto mexicana), a figura monumental foi criada pelo Taller Xibalbá e presta homenagem ao artista José Guadalupe Posada, responsável por criar, no início do século 20, a personagem que se tornaria um dos maiores símbolos da cultura mexicana. Posteriormente imortalizada pelo muralista Diego Rivera, a Catrina nasceu como uma sátira à elite mexicana que tentava imitar os costumes europeus. Com seu rosto de caveira e roupas elegantes, ela também carrega uma mensagem de que, diante da morte, não existem diferenças sociais.
A instalação faz parte da tradicional comemoração do Día de los Muertos, celebrado principalmente nos dias 1º e 2 de novembro. Muito além de uma homenagem à morte, a festa é uma celebração da vida e da memória: os mexicanos preparam altares com fotografias, velas, comidas, bebidas e flores para receber simbolicamente os espíritos de familiares e amigos que já partiram. Acredita-se que o aroma e a cor vibrante das flores de cempasúchil ajudam a guiar os mortos de volta ao mundo dos vivos.
Além da gigantesca Catrina, a oferenda monumental do Zócalo reúne milhares de flores, tapetes de serragem colorida e uma iluminação especial.
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Fonte: viagemeturismo






