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Maduro e esposa detidos em Caracas: TV dos EUA relata operação no quarto

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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, foram capturados por forças norte-americanas durante uma operação realizada na madrugada deste sábado (3), na capital Caracas. Segundo informações divulgadas por emissoras de televisão dos Estados Unidos, o casal foi retirado do próprio quarto no momento da ação e levado sob custódia para fora do país.

A captura foi confirmada publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que a operação envolveu agentes de elite e integrantes das forças de segurança americanas. De acordo com o mandatário, a ofensiva foi planejada de forma sigilosa desde dezembro e executada após a avaliação de condições consideradas favoráveis.

Conforme os relatos veiculados pela CNN Internacional, a retirada de Maduro ocorreu de maneira rápida, dentro do local onde ele se encontrava hospedado. Trump declarou que houve resistência durante a ação e que um helicóptero utilizado na operação foi atingido, o que deixou alguns militares norte-americanos feridos. Segundo ele, não houve registro de mortes.

Em pronunciamento, o presidente dos Estados Unidos descreveu a ação como uma operação de grande escala e anunciou que uma coletiva de imprensa seria realizada ainda neste sábado, às 13h, no horário de Brasília, para apresentar mais detalhes sobre a ofensiva e os próximos passos adotados por Washington.

Após a captura, Maduro foi formalmente indiciado pela Justiça norte-americana. A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, informou que o presidente venezuelano será julgado por uma Corte federal em Nova York, onde responderá a acusações de narcoterrorismo. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o cronograma do processo ou as condições em que o líder venezuelano permanecerá detido.

A retirada de Maduro do território venezuelano aprofunda a crise política e institucional no país e amplia a tensão diplomática entre Caracas e Washington. A ação levanta questionamentos sobre soberania nacional e pode provocar reações de governos da região, além de organismos internacionais.

No debate mais amplo no atual cenário político, a operação recoloca a Venezuela no centro das discussões sobre intervenções externas, estabilidade institucional e os limites da atuação internacional dos Estados Unidos. A ausência repentina do chefe do Executivo tende a gerar incertezas administrativas e disputas internas pelo comando do país.

Até o fechamento desta reportagem, o governo venezuelano não havia se manifestado oficialmente sobre a captura de Maduro e de sua esposa. A expectativa é de que os próximos dias tragam definições sobre a condução do poder em Caracas e as consequências diplomáticas do episódio.

Fonte: cenariomt

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