O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (31) que o governo federal pretende adotar todas as medidas possíveis para conter a alta no preço do diesel, combustível que tem impacto direto na inflação brasileira. A declaração ocorre em meio à elevação do valor do petróleo no mercado internacional.
Durante evento em São Paulo, Lula voltou a criticar o cenário geopolítico, especialmente o conflito envolvendo o Irã, e responsabilizou fatores externos pela pressão sobre os preços. Segundo ele, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido internamente, o que torna o país vulnerável às oscilações globais.
O presidente destacou que o governo está atento e atuando para evitar que o aumento chegue ao consumidor final. Ele também mencionou dificuldades na cadeia de distribuição, afirmando que reduções promovidas pela Petrobras nem sempre são repassadas integralmente.
Lula afirmou ainda que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério Público atuam na fiscalização do setor. Em sua fala, criticou o papel de intermediários e disse que o governo continuará buscando formas de garantir preços mais acessíveis.
O presidente também relacionou a alta dos combustíveis ao impacto direto no custo de vida, destacando que o encarecimento do diesel influencia o preço de alimentos e outros produtos essenciais.
Possível subsídio
O governo estuda publicar ainda nesta semana uma medida provisória que prevê um subsídio ao diesel importado. A proposta inclui um desconto de R$ 1,20 por litro, com custo estimado em R$ 3 bilhões ao longo de dois meses.
De acordo com o plano, o valor será dividido entre a União e os estados, com cada parte assumindo metade do custo do subsídio. A iniciativa busca reduzir a pressão sobre os preços e evitar riscos de desabastecimento.
Impacto da guerra
O conflito no Oriente Médio, intensificado por ações militares recentes, completa dois meses sem perspectiva de acordo. Desde o início das tensões, o preço do barril de petróleo subiu cerca de 50%.
O aumento global da commodity tem reflexos diretos no mercado brasileiro, ampliando preocupações com inflação e impactos econômicos mais amplos. Além disso, relatórios recentes apontam possíveis riscos ambientais e climáticos associados à escalada do conflito.
Fonte: cenariomt





