O fenômeno marca o início da transição para a obscuridade total, influenciando a visibilidade noturna na segunda semana de fevereiro
Nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, o céu apresenta uma mudança sutil, mas fundamental para observadores atentos: a Lua entra oficialmente em sua fase minguante. Após o brilho intenso que dominou o horizonte nos últimos dias, o disco lunar começa a perder luminosidade em sua face visível para a Terra, reduzindo gradualmente sua área iluminada até que o ciclo se complete com a chegada da Lua Nova.
A fase atual é caracterizada pelo “encolhimento” aparente do satélite. Do ponto de vista técnico, a Lua Minguante ocorre quando o ângulo entre a Terra, a Lua e o Sol começa a se fechar, escondendo a parte refletora da luz solar. Para quem observa do Hemisfério Sul, a Lua assume o formato de uma letra “C” invertida, nascendo cada vez mais tarde da noite e permanecendo visível durante parte da manhã.
O funcionamento do ciclo lunar e a percepção visual
Muitas pessoas se perguntam “qual a fase da Lua hoje?” ao notarem que, mesmo após o auge da Lua Cheia, o satélite ainda parece manter uma forma arredondada e potente. Isso acontece devido ao ciclo sinódico, que dura cerca de 29,5 dias. A transição entre as quatro fases principais — Nova, Crescente, Cheia e Minguante — não é um salto abrupto, mas um processo contínuo de iluminação e sombra. O ápice de uma fase dura apenas um instante astronômico, mas para o olho humano, a plenitude ou o declínio da luz parecem estender-se por dois ou três dias.
Neste dia 10 de fevereiro, a Lua já percorreu mais da metade de sua órbita mensal. Este período é frequentemente associado a uma menor luminosidade nas marés e a uma estabilização de fluidos na natureza, fenômenos explicados pela mecânica celeste e pela atração gravitacional que o satélite exerce sobre as massas de água do planeta.
A relevância histórica da observação lunar
A busca constante por informações sobre o satélite natural não é apenas uma curiosidade moderna de quem navega pela internet. Historicamente, saber a fase da Lua era uma questão de sobrevivência e planejamento. Civilizações antigas utilizavam o calendário lunar para determinar épocas de plantio, colheita e navegação. Em um mundo sem luz elétrica, a Lua Minguante sinalizava a necessidade de recolhimento, uma vez que as noites se tornavam progressivamente mais escuras, dificultando atividades externas.
Hoje, o interesse permanece vivo por motivos que unem a ciência e a estética. A astronomia amadora cresceu exponencialmente, e entender o posicionamento do astro ajuda fotógrafos a planejarem registros de longa exposição ou entusiastas a prepararem telescópios para observar as crateras lunares, que ficam muito mais evidentes nas áreas de sombra durante a fase minguante.
Calendário lunar de fevereiro de 2026
Para quem deseja acompanhar o ritmo do céu durante este mês, as datas das mudanças principais são as seguintes:
- Lua Cheia: 1 de fevereiro (ocorrida no início do mês)
- Lua Minguante: Início em 10 de fevereiro
- Lua Nova: 17 de fevereiro
- Lua Crescente: 24 de fevereiro
Acompanhar essas datas permite prever a iluminação do céu noturno e planejar atividades que dependem da visibilidade celeste. Após o dia de hoje, a Lua continuará sua jornada de redução, tornando-se um arco cada vez mais fino até desaparecer completamente da vista no dia 17.
Conclusão editorial
Entender os ciclos do nosso satélite natural é uma forma de nos reconectarmos com os ritmos fundamentais da Terra. Embora vivamos em centros urbanos iluminados, a Lua continua a reger marés e a oferecer um espetáculo gratuito de física e beleza. A fase minguante que se inicia hoje convida à observação do céu matutino e à valorização dos momentos de penumbra que precedem a renovação do ciclo lunar na próxima semana.
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Fonte: cenariomt






