Garantir o voto do eleitorado em Mato Grosso exige uma das operações logísticas mais complexas do país. Para atuar nos 114 locais de votação de difícil acesso espalhados pelo território estadual, a Justiça Eleitoral montou um esquema que envolve viagens de barco, voos de avião e transmissão de dados via satélite no meio da mata.
A cobertura atende 38 aldeias indígenas, além de comunidades rurais e ribeirinhas situadas a até 350 quilômetros dos centros urbanos.
A maior parte das seções fica na 57ª Zona Eleitoral, com sede em Paranatinga, que lidera o número de pontos isolados no estado.
Desafios de transporte e tecnologia no interior
A chegada das urnas e a transmissão dos votos contam com logística e tecnologia adaptadas a cada região:
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Transporte por ar e água: O deslocamento das equipes e equipamentos exige barcos em oito localidades e transporte aéreo em sete aldeias indígenas nos municípios de Peixoto de Azevedo, Feliz Natal, Barão de Melgaço e Gaúcha do Norte;
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Estradas de chão e pontes: Dezenas de trajetos combinam vias não asfaltadas e travessias por pontes de madeira, a exemplo do acesso a escolas indígenas em Marcelândia;
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Apuração via satélite: Para enviar os dados da votação em tempo real sem depender da rede celular tradicional, 131 técnicos utilizarão internet via satélite e dispositivos criptografados (JE Connect) diretamente das comunidades isoladas.
Fonte: cenariomt





