A Polícia Civil prendeu no Distrito Federal, nesta semana, um homem de 34 anos investigado e réu por homicídio qualificado, apontado como liderança de uma organização criminosa com atuação em Barra do Garças, no Mato Grosso. A prisão foi realizada pela 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, e no momento da abordagem o investigado utilizava documentos falsos.
Segundo a Polícia Civil, o alvo da ação tinha contra si decisão judicial que mantinha a prisão preventiva, diante da gravidade dos fatos e do risco à ordem pública. Após a captura, ele foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.
As investigações apontam que o suspeito exercia papel estratégico dentro da facção criminosa, com responsabilidade direta na autorização e coordenação de ordens violentas, incluindo crimes contra a vida. Conforme informações apuradas, ele integrava o núcleo de comando do grupo, com influência sobre ações executadas em Barra do Garças e em outros estados.
Entre os crimes atribuídos ao investigado está o homicídio de Adrian Rodrigues do Nascimento, de 36 anos, ocorrido em agosto de 2020. De acordo com a Polícia Civil, a autoria e as circunstâncias do crime foram esclarecidas após investigação técnica, que permitiu identificar a cadeia de comando responsável pela execução.
As apurações indicaram que o assassinato ocorreu no contexto de uma execução determinada pela própria organização criminosa. O crime estaria relacionado a conflitos internos e ao controle de atividades ilícitas, especialmente aquelas ligadas ao tráfico de drogas. A investigação revelou que a ação foi previamente planejada, com divisão de tarefas entre os envolvidos, o que evidenciou a atuação estruturada do grupo.
Investigação técnica e decisão judicial
A elucidação do caso foi resultado de um trabalho investigativo considerado minucioso pelos policiais responsáveis. Segundo a corporação, foram reunidos depoimentos, laudos periciais, análises de dispositivos eletrônicos e cruzamento de informações, o que possibilitou individualizar as condutas e demonstrar a participação do investigado no núcleo responsável por ordenar o crime.
Com base nas provas reunidas ao longo da investigação, o Poder Judiciário pronunciou o acusado para julgamento pelo Tribunal do Júri pelos crimes de homicídio qualificado e corrupção de menores. A decisão também manteve a prisão preventiva, considerando a gravidade dos delitos e a necessidade de garantir a ordem pública.
A ação policial contou com apoio da DRACO-DF, do Ministério Público de Mato Grosso e do Poder Judiciário. De acordo com a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a atuação interestadual da organização criminosa.
adicione Dia de Ajudar às suas fontes preferenciais no Google Notícias
.
Fonte: cenariomt






