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Jardineira tem apêndice saudável removido por engano no pronto-socorro de Várzea Grande: entenda o caso

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2026

Uma paciente entrou com um processo na Justiça alegando ter o apêndice saudável retirado durante uma cirurgia em dezembro de 2025, no Pronto-Socorro Municipal de Várzea Grande. Em decorrência do possível erro médico que tem impossibilitado a paciente – que trabalhava como jardineira – de trabalhar, ela pede pensão mensal de R$ 2,4 mil.

No começo deste mês, o juiz da 2ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, Francisco Ney Gaiva, determinou uma perícia para avaliar o caso e levantar mais provas do que alega a paciente. Para o magistrado, “a causa não está suficiente madura para proferir sentença”. O prazo para a entrega do resultado da perícia é na próxima terça-feira (30), conforme a data da decisão publicada.

A perícia deve analisar se os laudos de tomografia e ressonância continham erro de interpretação, se a localização da lesão poderia ser identificada claramente nos exames, se os sintomas apresentados pela paciente justificavam o diagnóstico de apendicite aguda e a cirurgia de emergência, se a cicatriz causou deformidade permanente no corpo da paciente e se ela sofreu danos psicológicos passíveis de indenização.

O Primeira Página tenta contato com o Pronto-Socorro de Várzea Grande.

O caso

A paciente procurou atendimento médico no Pronto-Socorro no dia 14 de novembro de 2025 com dores abdominais. Ela precisou passar por exames de imagem realizados por profissionais do Instituto de Saúde Santa Rosa, que atende a unidade. O exame, segundo o processo, indicou mucocele de apêndice ou cisto de inclusão peritoneal.

No entanto, ela foi diagnosticada com apendicite aguda e submetida a cirurgia. No momento do procedimento, segundo alega a paciente no processo, os médicos constataram que o apêndice estava saudável, mas, ainda assim, decidiram fazer a remoção do órgão e não retiraram a massa cística identificada nos exames por estar localizada na parte posterior, na região da coluna vertebral.

Após o procedimento, ela entrou na Justiça alegando que a cirurgia foi desnecessária e causou danos estéticos, como cicatriz.

Segundo o juiz, após a realização da perícia e levantamento das novas informações, em especial se o possível erro médico causou danos psicológicos na paciente, faz-se “necessário para maiores esclarecimentos”.

Fonte: primeirapagina

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