O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) colheu depoimento de vereadores de Várzea Grande no âmbito da investigação que apura um suposto esquema de compra de votos e possíveis crimes praticados nos bastidores da eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal. O procedimento tramita sob sigilo e é conduzido diretamente pelo coordenador do Gaeco, o promotor de Justiça Adriano Roberto Alves.
A informação foi confirmada pelo próprio presidente da Câmara, vereador Wanderley Cerqueira (MDB), que revelou que ao menos uma vereadora e outro parlamentar já prestaram esclarecimentos aos investigadores. Segundo ele, as apurações decorrem de denúncias relacionadas à disputa pelo comando do Legislativo municipal, realizada em maio deste ano.
“O assédio foi muito grande. Só que tem vereador que já foi chamado lá no Gaeco, vereadora foi chamada no Gaeco. Então tem que tomar cuidado”, afirmou Wanderley durante entrevista ao podcast Pode Revirar.
À reportagem, a assessoria do Ministério Público (MPMT) confirmou que alguns parlamentares foram ouvidos na semana passada. No entanto, o órgão não informou quantos vereadores prestaram depoimento nem revelou detalhes sobre o objeto específico da investigação, alegando que o procedimento segue sob sigilo.
Até o momento, também não há informações sobre eventuais indiciamentos ou medidas cautelares relacionadas ao caso.
Fonte: Olhar Direto




