Começou às 8h30, no fórum de Sinop, o julgamento de Wellington Honorato dos Santos, acusado de matar Bruna de Oliveira, de 24 anos. O réu responde por homicídio qualificado, além de destruição, subtração e ocultação de cadáver, em crime ocorrido em junho de 2024.
A sessão do Tribunal do Júri é presidida pelo juiz Walter Tomaz da Costa. Wellington Honorato dos Santos participa remotamente, a partir de Cuiabá, onde está detido na Penitenciária Central do Estado, conforme autorização judicial.
A participação por videoconferência foi determinada em decisão anterior da juíza Giselda Regina Sobreira de Oliveira Andrade. Segundo o despacho, o deslocamento do réu até Sinop representaria risco à integridade física dele, considerado integrante de grupo criminoso rival da organização dominante em Mato Grosso.
A magistrada avaliou que a presença física do acusado no município poderia colocar a vida dele em perigo, classificando o transporte como temerário. O entendimento também embasou a transferência do réu para a capital, onde permanece custodiado enquanto responde ao processo.
De acordo com as informações apuradas na investigação, o crime teve início após uma discussão entre o acusado e a vítima relacionada à venda de um ventilador. O desentendimento ocorreu em uma residência no bairro Parque das Araras, em Sinop.
Conforme consta nos autos, após o ataque que resultou na morte da jovem, o acusado teria utilizado uma corrente e uma corda presas a uma motocicleta para remover o corpo do local. O cadáver foi deixado em uma valeta, a cerca de 400 metros do ponto onde ocorreu a agressão.
O caso mobilizou equipes policiais ainda naquela noite. No dia seguinte ao crime, Wellington Honorato dos Santos foi localizado e preso no município de Nova Maringá, distante 283 km de Sinop, em ação conduzida pela Delegacia Especializada da Mulher.
Durante a prisão, o acusado confessou o crime, segundo informações da Polícia Civil. A confissão integra o conjunto de provas analisadas pelo Conselho de Sentença, que decide sobre a culpa ou absolvição do réu.
Ao longo do julgamento, são ouvidas testemunhas e apresentadas as teses da acusação e da defesa. Ao final, os jurados votam os quesitos formulados pela Justiça, definindo o desfecho do processo. As informações são da Polícia Civil e do Poder Judiciário.
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Fonte: cenariomt






