Águas cristalinas, vegetação abundante e um mosaico de cores que impressiona até mesmo quem conhece bem o Pantanal. As imagens captadas por drone na região conhecida como Paraguai Mirim, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, estão chamando atenção pela beleza quase surreal da paisagem. Mas o que pouca gente imagina, é que o cenário nasceu de desastres ambientais associados ao rio Taquari.
Responsável pelas imagens, o produtor audiovisual Luiz Felipe Mendes registrou do alto uma área alagada que hoje se tornou um dos cartões-postais naturais da região, atraindo olhares pela transparência da água e pela grandiosidade da paisagem.
“A gravação foi feita na região Paraguai Mirim, que é o resultado de um desastre ambiental do rio Taquari. Hoje existem várias questões ambientais envolvidas, nem todas positivas, muitas negativas, porém visualmente se transformou num lugar muito bonito. Encanta os olhos de quem visualiza”, relatou.
Um cenário que encanta
Para Luiz, registrar o Pantanal é uma experiência que nunca deixa de surpreender. Há mais de 11 anos trabalhando exclusivamente com produção audiovisual, ele afirma que a paixão pelas paisagens sul-mato-grossenses surgiu ainda na infância, quando passou a frequentar ambientes naturais incentivado pela família.
“A sensação de registrar o Pantanal, de uma forma geral, é sempre incrível. A gente tem no Mato Grosso do Sul ambientes surreais. É fantástico ter no quintal de casa paisagens incríveis”, destacou.
Preservação é a chave para o futuro
Mais do que registrar cenários naturais, o Luiz acredita que a essência do Pantanal está diretamente ligada às pessoas que vivem na região. Para ele, a beleza das paisagens é resultado de uma relação histórica de cuidado construída por gerações de pantaneiros.
“O Pantanal tem esse privilégio de ter pessoas com uma sensibilidade de cuidado. Então, sempre é muito interessante registrar, viver esses momentos e mostrar para as pessoas que nós temos grandes ambientes aqui dentro do Mato Grosso do Sul”, disse.
Além da beleza das imagens, o produtor faz questão de lembrar a importância da preservação na região. Conforme destaca, o Pantanal continua sendo um dos ecossistemas mais conservados do país, e avalia que os maiores desafios ambientais nem sempre têm origem dentro do bioma.
“A gente está num processo de aquecimento global. Não é um aquecimento pantaneiro. Obviamente sentimos essas mudanças e conseguimos visualizar essas diferenças onde existe natureza abundante. O Pantanal é 83% preservado, então qualquer impacto a gente consegue perceber aqui”, ressaltou.
Beleza que inspira cuidado
O Pantanal reúne beleza cênica, biodiversidade e potencial turístico, atraindo visitantes e admiradores de dentro e fora do estado. O bioma está inserido em um dos ecossistemas mais ricos do planeta.
O Pantanal abriga cerca de 3,5 mil espécies de plantas, 463 espécies de aves, 124 mamíferos e 325 espécies de peixes, segundo dados do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
A diversidade faz do bioma um dos principais refúgios para animais emblemáticos, como a onça-pintada, a arara-azul, o cervo-do-pantanal, a ariranha e o tuiuiú, ave-símbolo da região.
Mais do que encantar pelos tons azulados da água e pela grandiosidade da paisagem, o registro funciona como um convite à reflexão sobre a importância de conservar um patrimônio natural único, cuja riqueza vai muito além das imagens vistas na tela.
Fonte: primeirapagina





