Cuiabá Mato Grosso

Homem preso em Cuiabá por extorsão com vídeos íntimos de homossexuais

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Um homem de 30 anos foi preso na quarta-feira (28) em Cuiabá, após ser acusado de extorquir homossexuais usando ameaças de exposição da vida íntima. A detenção ocorreu nas proximidades da Rodoviária de Cuiabá, conforme informações da Polícia Civil, que aponta o uso de aplicativos de relacionamento como principal meio para atrair as vítimas.

Identificado como Rudson Willian da Silva, o investigado teve a prisão efetuada por equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO). De acordo com a apuração, ele escolhia alvos que apresentavam algum tipo de vulnerabilidade, como homens casados ou pessoas suscetíveis à chantagem por fotos e vídeos íntimos.

Segundo o delegado Antenor Junior Pimentel Marcondes, responsável pelo caso, a estratégia era clara: iniciar conversas de cunho sexual em plataformas on-line, ganhar a confiança das vítimas e, em seguida, usar o conteúdo íntimo como instrumento de pressão. Em alguns episódios, houve tentativa de gravação clandestina durante encontros presenciais.

Os contatos começavam em aplicativos como Skokka, Bate-Papo UOL e Grindr. Após a aproximação virtual, o suspeito marcava encontros ou programas sexuais. A partir daí, as ameaças passavam a ocorrer tanto pela internet quanto pessoalmente, sempre com o objetivo de obter dinheiro.

Até o momento, sete vítimas foram formalmente identificadas. A Polícia, no entanto, trabalha com a possibilidade de que o número seja maior, já que se trata de um crime sensível, em que muitas pessoas evitam registrar ocorrência por medo de exposição.

Dinâmica das extorsões

Conforme relatado pela investigação, os valores exigidos não eram elevados de forma isolada, mas se tornavam recorrentes. Em alguns casos, as quantias começavam baixas e aumentavam conforme a pressão psicológica avançava. O delegado explicou que a ameaça de divulgação de imagens íntimas era usada de forma contínua para forçar novos pagamentos.

À Polícia, o investigado inicialmente tentou responsabilizar as próprias vítimas pelas situações. Posteriormente, acabou confessando a autoria das extorsões durante o interrogatório, o que reforçou os elementos já reunidos no inquérito.

Além da prisão preventiva, a Justiça autorizou medidas cautelares, como buscas domiciliares, quebra de sigilo telemático e bloqueio de valores que podem chegar a R$ 40 mil. Segundo a apuração, as exigências financeiras variavam e, em geral, não ultrapassavam R$ 1 mil por episódio.

Em um dos exemplos citados pela Polícia, um encontro inicialmente combinado por R$ 150 acabou se transformando em cobranças sucessivas, que chegaram a R$ 500 e depois aumentaram, sempre sustentadas por ameaças de exposição pública.

Investigação em andamento

A Polícia Civil informou que o investigado já possuía registros anteriores por delitos de menor gravidade. Agora, o foco é identificar possíveis novas vítimas e aprofundar a análise do material apreendido, especialmente dados digitais.

As autoridades reforçam que o crime de extorsão depende da manifestação das vítimas para que novos fatos sejam incluídos na persecução penal. A investigação segue sob responsabilidade da Polícia Civil de Mato Grosso, que orienta que pessoas em situação semelhante procurem a delegacia para garantir o avanço das apurações.

Fonte: cenariomt

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