Saúde

Governo propõe uso do Enamed como exame de proficiência médica: Saiba mais!

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2026

O Governo Federal vai apresentar ao Congresso Nacional uma proposta para que o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) seja também um exame de proficiência, definindo se médicos recém-formados estão aptos a exercer a profissão.

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a iniciativa aproveita o debate já em andamento sobre a criação de um exame de proficiência médica, oferecendo uma alternativa alinhada à formação acadêmica.

“O exame será aplicado no segundo, quarto e sexto ano, avaliando o progresso dos estudantes, e é conduzido pelo Ministério da Educação, cujo foco é a formação médica, evitando interesses externos”, afirmou Padilha.

O ministro destacou que a proposta exige alteração legislativa e, portanto, só será válida para futuras edições do Enamed, não afetando os resultados de 2025. Padilha também afirmou que a maioria dos alunos apresentou desempenho positivo, mesmo em instituições com resultados gerais insatisfatórios.

“Mais importante que o Enamed são as ações para melhorar as instituições que tiveram desempenho inferior. Caso não evoluam, poderão ter restrições em vestibulares, ampliação de vagas ou até funcionamento”, disse o ministro.

O Enamed integra medidas recentes para aprimorar a formação médica, junto às novas diretrizes curriculares e ao Exame Nacional de Residência (Enare), que agora aceita a nota do Enamed como critério de ingresso.

Exame de proficiência

O Conselho Federal de Medicina (CFM) sugeriu o uso do Enamed como exame de proficiência, mas planeja aplicar essa regra apenas nos resultados de 2025, o que impediria o registro de formandos com nota insuficiente. Segundo o CFM, cerca de um terço dos cursos apresentou desempenho abaixo do esperado, principalmente na rede privada e municipal.

Em contrapartida, a Associação Brasileira de Médicos Pós-Graduados (Abramepo) criticou a proposta, chamando-a de “usurpação de funções” e “oportunismo midiático”. A entidade ressaltou que a reprovação de 30% dos cursos evidencia a precarização do ensino médico e a necessidade de fiscalização estatal, mas alertou contra barreiras criadas por autarquias de classe.

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Fonte: cenariomt

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