O Ministério da Fazenda avaliou de forma positiva o resultado da inflação oficial de 2025, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que fechou o ano em 4,26%. O índice permaneceu dentro do sistema de metas e registrou a quinta menor taxa desde 1995, início do Plano Real.
A análise foi apresentada pelo secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que exerce interinamente o comando do ministério durante as férias do ministro Fernando Haddad. Segundo ele, o resultado reforça um cenário de maior estabilidade econômica e sustenta o compromisso do governo de entregar a menor inflação acumulada de um mandato presidencial desde a criação do real.
Durigan destacou que o índice ficou abaixo das projeções do mercado financeiro ao longo de boa parte do ano. No primeiro semestre de 2025, estimativas divulgadas no boletim Focus apontavam inflação próxima de 5,6%.
Outro fator ressaltado foi o comportamento mais moderado dos preços dos alimentos. No acumulado de 2025, os alimentos tiveram alta de 1,43%. No grupo alimentação e bebidas, a inflação ficou em 2,95%, bem inferior aos 7,69% registrados em 2024, contribuindo para a desaceleração do índice geral.
De acordo com o secretário-executivo, a combinação de estabilidade econômica e fiscal resultou em crescimento do Produto Interno Bruto, queda do desemprego, aumento da renda real do trabalho e redução da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade.
Em 2025, a inflação permaneceu abaixo do teto da meta, fixado em 4,5%, mesmo em um cenário de política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006. Para a Secretaria de Políticas Econômicas da Fazenda, a coordenação entre as políticas fiscal e monetária foi determinante para conter as pressões inflacionárias.
Planejamento
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também celebrou o resultado do IPCA. Segundo ela, a desaceleração dos preços teve impacto direto sobre o custo de vida da população.
Tebet destacou que a inflação de 2025 ficou 0,57 ponto percentual abaixo do índice registrado em 2024 e ressaltou a importância da redução dos preços dos alimentos, que apresentaram variação bem menor no período.
Para a ministra, a combinação de inflação mais baixa, mercado de trabalho aquecido e aumento da renda melhora de forma concreta as condições de vida dos brasileiros, especialmente com o ganho real do salário mínimo e maior acesso a alimentos.
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Fonte: cenariomt






