Decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes defendeu o colega Alexandre de Moraes em uma postagem nas redes sociais na noite desta quarta-feira, 30, depois da decisĂŁo dos EUA de sancionar o ministro com a Lei Magnitsky.
Gilmar, assim como outros ministros da Corte, votou junto com Moraes em praticamente todas as decisões consideradas abusivas pelos Estados Unidos e já teve o visto de entrada no paĂs cassado pelo governo norte-americano. “A ação de hoje deixa claro que o Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e as liberdades de nossos cidadĂŁos”, disse o governo dos EUA, ao anunciar a sanção a Moraes.
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Na nova postagem em favor de Moraes, Gilmar diz que “Moraes tem prestado um serviço fundamental para a preservação da nossa democracia” no papel de relator dos casos do 8 de janeiro e da suposta tentativa de golpe”.
O decano menciona o “plano para matar juĂzes”. Pelas leis mais básicas do Direito brasileiro, como uma das supostas vĂtimas do crime seria Moraes, ele estaria terminantemente proibido de participar do julgamento do caso. Mas, mais do que isso, Moraes Ă© o relator.
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Ao finalizar o tuĂte, Gilmar diz que “a independĂŞncia do Poder Judiciário brasileiro Ă© um valor inegociável, e o Supremo Tribunal Federal seguirá firme no cumprimento de suas funções”.
Os aplicaram as sanções da Lei Magnitsky contra Moraes porque entendem que o ministro proferiu decisões abusivas e contrárias ao direito nos Ăşltimos anos, como relator dos casos do 8 de janeiro, dos inquĂ©ritos das fake news e das “milĂcias digitais” e dos casos da suposta tentativa de golpe em 2022.
A Ă© aplicada contra autoridades de outros paĂses que tomam medidas contrárias aos direitos humanos. Governantes e juĂzes de ditaduras como a Venezuela, Cuba, Nicarágua e IrĂŁ já foram sancionados.

Em nota, o Tesouro dos EUA, responsável por aplicar as sanções econĂ´micas a Moraes, afirmou que “Moraes investigou, processou e reprimiu aqueles que se envolveram em discursos protegidos pela Constituição dos EUA, submetendo repetidamente as vĂtimas a longas prisões preventivas sem apresentar acusações. Por meio de suas ações como ministro do STF, de Moraes minou os direitos de brasileiros e norte-americanos Ă liberdade de expressĂŁo. Em um caso notável, de Moraes deteve arbitrariamente um jornalista por mais de um ano em retaliação por exercer liberdade de expressĂŁo”.
A nota prossegue: “De Moraes tem como alvo polĂticos da oposição, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro; jornalistas; jornais; plataformas de mĂdia social dos EUA; e outras empresas norte-americanas e internacionais. Jornalistas e cidadĂŁos norte-americanos nĂŁo foram poupados do alcance extraterritorial de Moraes. De Moraes impĂ´s prisĂŁo preventiva e emitiu uma sĂ©rie de mandados de prisĂŁo preventiva contra jornalistas e usuários de mĂdia social, alguns dos quais estĂŁo baseados nos Estados Unidos. Ele tambĂ©m emitiu ordens diretamente a empresas de mĂdia social dos EUA para bloquear ou remover centenas de contas, muitas vezes de seus crĂticos e outros crĂticos do governo brasileiro, incluindo cidadĂŁos norte-americanos. De Moraes congelou bens e revogou passaportes de seus crĂticos; baniu contas de mĂdia social; e ordenou que a PolĂcia Federal do Brasil invadisse as casas de seus crĂticos, apreendesse seus pertences e garantisse sua prisĂŁo preventiva.”
Fonte: revistaoeste





