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Focos de calor em Mato Grosso dobram em agosto, Defesa Civil alerta sobre riscos à saúde e ambiente

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2026

Mato Grosso registrou 2.036 focos de calor entre os dias 1º e 19 de agosto, mais que o dobro das 945 ocorrências contabilizadas no mesmo período do ano anterior. O crescimento expressivo de aproximadamente 115,45% ocorre em meio a um cenário crítico de baixa umidade do ar, temperaturas elevadas e vegetação seca, fatores que intensificam a propagação de incêndios florestais e urbanos no estado.

De acordo com o pneumologista Lucas Bello, os impactos dos incêndios ultrapassam os limites geográficos onde as chamas estão ativas. A fumaça gerada pelas queimadas é capaz de percorrer centenas de quilômetros, transportando partículas finas que penetram profundamente nas vias respiratórias e podem atingir a corrente sanguínea, elevando os riscos de complicações cardiovasculares e respiratórias.

Impactos à Saúde e Grupos Vulneráveis

A exposição prolongada à fumaça pode provocar sintomas imediatos como ardência nos olhos, irritação no nariz e na garganta, tosse seca, chiado no peito e falta de ar. Especialistas alertam que crianças, idosos e pessoas com histórico de doenças respiratórias crônicas formam o grupo de maior vulnerabilidade durante este período crítico.

  • Cuidados recomendados: Manter a hidratação constante, realizar a higienização dos olhos e das narinas com soro fisiológico e evitar a prática de atividades físicas ao ar livre nos horários de maior concentração de poluentes na atmosfera.

Incêndios em Propriedades Rurais e Mobilização

O impacto das chamas tem gerado prejuízos severos no interior do estado. Em Nova Santa Helena, um incêndio de grandes proporções consumiu cerca de 20 mil hectares entre pastagens e áreas de reserva florestal, exigindo mais de duas semanas de combate ininterrupto pelas equipes de emergência. A fumaça densa se espalhou por diversos municípios vizinhos.

Em Jangada, outro foco de incêndio avançou por propriedades rurais ao longo de quase uma semana. Embora o fogo tenha sido controlado, bombeiros e brigadistas mantêm o trabalho de rescaldo. O comandante Heitor Alves de Souza destacou que as condições climáticas adversas favorecem o reacendimento das chamas, tornando indispensável o monitoramento contínuo da área.

Proibição do Uso do Fogo

Diante da gravidade da situação, autoridades reforçam que a queima controlada e o uso do fogo em áreas urbanas são proibidos durante todo o ano. Na zona rural, o período proibitivo teve início em 1º de julho e segue estipulado até 30 de novembro. Representantes de órgãos estaduais e federais se reuniram em Cuiabá para alinhar estratégias de combate, avaliar os impactos do fenômeno El Niño e reforçar as ações de prevenção coordenadas pela Defesa Civil.

Fonte: cenariomt

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