De 3 a 13 de setembro, o Mirada – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas chega à 8ª edição, e tem o Equador como país homenageado. A programação se espalha por Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente.
Realizado pelo Sesc São Paulo, o festival reúne, ao longo de dez dias, espetáculos de dança, peças e performance em teatros, praças, espaços públicos e locais históricos da Baixada Santista, celebrando os 80 anos do Sesc. A programação é dividida em quatro eixos: Mostra Equatoriana, Mostra Internacional, Mostra Nacional e Ações Formativas.
São sete espetáculos do Equador, além de 17 montagens na Mostra Internacional e outras 17 na Mostra Nacional. A curadoria reuniu representantes do Sesc de diferentes regiões do país (AP, CE, MS, PA, PR, PE e RJ) e do Departamento Nacional, além de um fórum formado por uma equipe de técnicos da linguagem que atuam no estado de São Paulo.
Equador no centro da cena
O Equador é o país homenageado desta edição, em um recorte que reúne diferentes vertentes das artes cênicas do destino. O espetáculo de abertura é Me·de·as, do Colectivo Mitómana. A montagem revisita o mito de Medeia para abordar maternidade, luto coletivo e os papéis atribuídos às mulheres, combinando canto, dança e coralidade.
Também fazem parte da mostra equatoriana Papakuna – Agroteatro Cómico Musical, da Colectiva Yama, que celebra as tradições andinas e o cultivo de batatas nativas, e La Trocha, da Runga Arte Experimental em parceria com a artista argentina Melina Seldes, sobre a travessia de migrantes na fronteira entre Colômbia e Equador.
Diálogos internacionais e nacionais
A Mostra Internacional conta com a participação inédita da Guatemala, ao lado de produções da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Espanha, México, Peru, Portugal, Uruguai e Venezuela. As montagens passam por temas como migração, ancestralidade, justiça climática, repressão política e igualdade de gênero.
Entre os destaques estão o espanhol Seppuku – El funeral de Mishima o El placer de morir, da encenadora Angélica Liddell, que combina referências ao código espiritual dos samurais, erotismo, ritualística e teatro nô japonês; o chileno Vampyr, dirigido por Manuela Infante, que usa o formato de falso documentário para tratar da relação entre natureza e cultura com a sustentabilidade; e o argentino Ayoub – El amor me enseña a no amar, de Marina Otero, que parte de um relacionamento no Marrocos para discutir o colonialismo afetivo.
Já o mexicano Mi madre y el dinero, de Anacarsis Ramos, coloca no palco o diretor e sua mãe, Josefina Orlaineta, após uma década de distanciamento. A montagem conta a trajetória de Josefina, que manteve mais de 40 negócios ao longo da vida em busca da sobrevivência em uma das regiões de maior índice de pobreza do México.
Na Mostra Nacional, o festival reúne produções de diferentes regiões do país. Entre as estreias está …ao mesmo tempo…, do Lume Teatro e da Cia. Clowns de Shakespeare, que aborda temas como tempo, memória e continuidade. Também entram em cartaz uma versão contemporânea de Macbeth, da Cia. Extemporânea, interpretada por um elenco de drag queens, e Casa do Norte, do Grupo Clariô de Teatro, que marca os 20 anos da companhia e sua trajetória em Taboão da Serra.
Espetáculos para diferentes públicos
A programação inclui trabalhos destinados a crianças, jovens e adultos. Em Vovó Surrealista, da Cia. de Feitos, uma avó analfabeta finge ler livros para os netos, mas cria suas próprias histórias e personagens. O espetáculo é baseado no livro de Carlos Canhameiro.
Outra atração é o áudio percurso TESORO, Santos, da chilena Paula Aros Gho, que propõe uma exploração da cidade de Santos guiada por vozes de crianças e jovens de 7 a 15 anos.
Além dos espetáculos, o festival promove 16 ações formativas, com residências, vivências, oficinas, bate-papos e sessões de autógrafos de livros, voltadas à troca entre artistas e público.
Durante o Mirada, o Sesc TV exibe filmes, documentários e séries relacionados ao universo do teatro. Os conteúdos também ficam disponíveis no Sesc Digital.
A programação completa está no site do Sesc São Paulo e no aplicativo MIRADA Festival Sesc SP, disponível na Apple e no Google Play.
Serviço
Mirada 2026 – Festival Ibero-Americano de Artes Cênicas
Onde? Sesc Santos, espaços públicos e equipamentos culturais de Santos, Cubatão, Guarujá, Praia Grande e São Vicente.
Quando? 3 a 13 de setembro
Quanto? Espetáculos adultos: R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia-entrada) e R$ 10 (Credencial Plena).
Espetáculos para crianças: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada) e R$ 10 (Credencial Plena). Menores de 12 anos têm entrada gratuita nas atividades infantis, mas precisam de ingresso.
Ingressos pelo aplicativo Credencial Sesc SP (iOS ou Android), pela Central de Relacionamento Digital e presencialmente nas unidades do Sesc São Paulo.
Fonte: viagemeturismo





