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Família brasileira-libanesa morre em bombardeio no Líbano: uma tragédia familiar

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2026

Uma família brasileira-libanesa morreu após um bombardeio atingir a residência onde vivia em Bint Jbel, no sul do Líbano, durante uma tentativa de retorno ao local para recolher pertences pessoais. Segundo relatos de familiares, os corpos ainda não foram localizados entre os escombros da casa, que foi completamente destruída.

As vítimas são a brasileira Manal Jaafar, de 47 anos, o filho dela, Ali Ghassan Nader, de 11 anos, e o marido, o libanês Ghassan Nader, de 57 anos. A família havia deixado o local às pressas no início da escalada do conflito e estava abrigada em Beirute antes de decidir retornar temporariamente ao sul do país.

Com a trégua anunciada em abril, eles decidiram voltar à residência para buscar roupas e outros pertences, com a intenção de retornar à capital em seguida. De acordo com familiares, a viagem ao sul ocorreu dias antes do ataque.

Um dos filhos do casal, Kassam Nader, de 21 anos, ficou ferido no ataque e recebeu alta hospitalar nesta terça-feira (28). Outros dois filhos mais velhos vivem fora do Líbano.

O irmão de Ghassan, Bilal Nader, que vive em Foz do Iguaçu (PR), relatou que o parente não tinha envolvimento político e levava uma vida dedicada à agricultura de oliveiras. Ele afirmou ainda que o retorno à casa seria breve, apenas para reorganizar pertences antes de voltar a Beirute.

Segundo Bilal, a região onde a família vivia não era considerada, até então, um dos principais pontos de confronto recentes, sendo ocupada majoritariamente por áreas civis.

O caso ocorre em meio a denúncias de violações do cessar-fogo no sul do Líbano. Autoridades internacionais e governos da região têm divergido sobre a interpretação dos acordos de segurança e sobre a continuidade das operações militares.

O Líbano abriga uma das maiores comunidades brasileiras no Oriente Médio, com cerca de 22 mil cidadãos vivendo no país, segundo dados oficiais do Ministério das Relações Exteriores.

A família havia vivido por mais de 15 anos no Brasil, onde parte dos membros adquiriu nacionalidade brasileira e manteve vínculos com comunidades no Paraná. Ghassan era comerciante e também atuava como intelectual, segundo amigos e conhecidos.

Fonte: cenariomt

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