Período de simulação exige registro de novos tributos nas notas fiscais já este ano. Em 2027, extinção do PIS/COFINS elevará alíquota do agro para até 4%.
O setor produtivo mato-grossense deve ficar atento à Reforma Tributária Agro MT. Segundo a Famato e o CRC-MT, 2026 marca o início da fase de testes do novo sistema de arrecadação. Neste momento, as cobranças aparecem com alíquotas reduzidas (0,1% de IBS e 0,9% de CBS), funcionando como uma simulação. No entanto, o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, reforça que o preenchimento correto das notas fiscais agora é fundamental para evitar prejuízos quando o modelo for oficialmente implementado em 2027, com a extinção definitiva do PIS e da COFINS.
📋 O QUE MUDA NA PRÁTICA PARA O PRODUTOR?
Durante o Workshop Tributário que percorre o estado, o analista José Cristóvão destaca pontos cruciais para a gestão da fazenda:
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Novos Tributos: Substituição do modelo atual pela CBS (Federal) e IBS (Estadual/Municipal).
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Rigor nas Notas Fiscais: Haverá maior exigência na classificação das operações e na rastreabilidade das informações para garantir o aproveitamento de créditos.
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Apuração Assistida: O novo modelo de não cumulatividade plena exige um controle rigoroso para evitar o aumento indevido da carga tributária.
📅 CRONOGRAMA DA TRANSIÇÃO
A mudança será gradual, terminando apenas em 2033, mas os marcos iniciais são os mais críticos:
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2026: Início do registro de CBS e IBS nas notas fiscais com alíquotas de teste.
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2027: Extinção do PIS/COFINS e início da cobrança da CBS (alíquota estimada para o agro entre 3,6% e 4%).
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2028 a 2032: Redução gradual do ICMS e ISS, com aumento proporcional do IBS.
Fonte: cenariomt





