Nesta semana, em que se comemora o Dia Nacional do Livro Infantil e também o aniversário de Monteiro Lobato, patrono da Literatura Infantil Brasileira, nada mais justo que o “Tá Lendo o Quê?” desta sexta-feira (19) mergulhar nesse universo.

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SĂtio do Picapau Amarelo 🎶
O SĂtio do Picapau Amarelo Ă© a marca mais disseminada de Monteiro Lobato, que conquistou gerações de crianças de diversos paĂses. Mas a vastidĂŁo de suas obras regionalistas do prĂ©-modernismo tem destaque tambĂ©m no gĂŞnero Fábula. A histĂłria merece ser revisitada, já que na quinta, 18 de abril, ele completaria 142 anos.
Geralmente, os personagens são representados por animais. Ao mesmo tempo que contam uma história “real”, as fábulas remetem a um mundo mágico e imaginário, aproximando-se do universo infantil em forma de fantasia. O propósito é ensinar, trazendo uma lição no final.
“Certa vez um galo estava ciscando em uma fazenda. Ele estava procurando algo para comer. De repente se deparou com algo que ele nunca tinha visto. Ele achou muito linda e começou a pensar. Apesar de ser linda não me serve de alimento, deve ter valor para alguém mais pra mim não vale nada”.
Trecho da obra O SĂtio do Picapau Amarelo
VocĂŞ captou a mensagem? Cada um valoriza o que Ă© mais importante para si de acordo com as suas necessidades. Publicado pela primeira vez em 1922 o livro “Fábulas” já trazia indĂcios da conexĂŁo com o mundo atual.
“Era uma vez uma corrida de sapinhos. Eles tinham que subir uma grande ladeira e, do lado havia uma grande multidão, muita gente que vibrava com eles.// começou a competição. a multidão dizia: – não vão conseguir! não vão conseguir! os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que continuava subindo. e a multidão a aclamar: – não vão conseguir! não vão conseguir! no final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.// quando foram perguntar como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era surdo”.
Trecho da obra O SĂtio do Picapau Amarelo
O professor de literatura, Gabriel Santana, analisa que monteiro lobato oferece à infância a capacidade de existir com todas as suas peculiaridades.
“A preocupação que começaram a ter com a criança, não mais como pequeno adulto, mas alguém que tem capacidades especificas, precisa de uma literatura especifica. Trazendo nossa mitologia e folclore, por meio da alegoria a criança consegue compreender certos dilemas morais, éticos. Essa transformação de animais em humanoides coloca monteiro lobato nesse lugar impar e especial na literatura brasileira”, explica Gabriel.
Nascidas no sĂ©culo XX, porĂ©m, contemporâneas, as fábulas de Lobato continuam a povoar o imaginário atĂ© de quem já cresceu. Percebe a genialidade de Monteiro Lobato ir alĂ©m do SĂtio do Picapau Amarelo?
O cronista faleceu há 76 anos, mas deixou um legado de narrativas para explorar a imaginação dos pequenos e dos adultos tambĂ©m. As suas obras podem ser encontradas nas livrarias fĂsicas e digitais.
Fonte: primeirapagina





