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Expedição Técnica em Mato Grosso para Validar Safra Histórica: Confira os Números!

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Nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, as equipes do Rally da Safra cruzam novamente as rodovias de Mato Grosso com uma missão estratégica: ajustar os ponteiros sobre a real produtividade das lavouras de soja. Após uma primeira incursão no início do mês, os técnicos agora aprofundam as análises em regiões-chave, saindo da capital Cuiabá em direção ao Médio-Norte e ao Noroeste do estado, percorrendo polos como Sorriso, Sinop e Campo Novo do Parecis até o dia 3 de fevereiro.

Essa presença contínua no campo é o que diferencia o levantamento técnico dos dados oficiais. Ao realizar medições diretas de peso de grãos e observar as condições fitossanitárias, os especialistas conseguem entregar um prognóstico muito mais fiel à realidade do produtor, superando o simples retrato estatístico.

Cenário misto e a janela do milho

O monitoramento atual revela um Mato Grosso de realidades distintas. Enquanto o Médio-Norte e o Oeste do estado conseguiram cumprir o calendário de plantio sob condições climáticas favoráveis — o que garante uma janela segura para a semeadura da segunda safra de milho —, as regiões Sudeste e Nordeste permanecem em estado de alerta. Para essas áreas, o atraso ou a irregularidade climática podem comprometer o potencial do milho safrinha.

A estimativa preliminar aponta para uma produtividade média estadual de 65 sacas por hectare. Embora ligeiramente abaixo das 66,5 sacas registradas no ciclo anterior, o número ainda reflete a robustez tecnológica do campo mato-grossense frente aos desafios do clima.

Brasil caminha para recorde de 182 milhões de toneladas

Apesar das nuances regionais em Mato Grosso, o panorama nacional é de otimismo. A projeção é que o Brasil alcance uma produção histórica de 182,2 milhões de toneladas de soja na safra 25/26, um incremento de 5,9% em relação ao ano passado. Esse salto é impulsionado por dois pilares: a expansão de 1 milhão de hectares na área plantada e a manutenção do investimento em tecnologia.

Mesmo em um cenário econômico que sugere cautela, os grupos agrícolas de longo prazo têm mantido os volumes de adubação e o uso de sementes de alta performance. Observa-se que a conversão de áreas de pastagens degradadas em agricultura continua sendo o motor do crescimento da área cultivada, especialmente em regiões onde a valorização da terra compensa os custos de abertura.

Tecnologia como escudo contra a instabilidade

O que os técnicos do Rally têm observado nas lavouras é a solidez do produtor profissional. Com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta uma retração no aporte tecnológico, o restante do país — liderado por Mato Grosso — preserva um padrão elevado de investimento. Esse comportamento é fundamental para sustentar a produtividade média nacional estimada em 62,3 sacas por hectare.

A análise integrada de dados climáticos e econômicos, somada aos mais de 100 mil quilômetros que serão percorridos por 14 estados, permite construir um cenário de segurança para todo o setor produtivo. Entender a evolução das plantas “dentro da porteira” é o que garante ao Brasil sua posição de liderança no mercado global de grãos.

Para acompanhar os desdobramentos desta expedição e como os resultados de campo podem influenciar os preços e o mercado regional, continue atento às nossas atualizações na editoria de Cenário Agro. O sucesso da colheita em Mato Grosso é o que define o ritmo da economia brasileira neste início de ano.

A jornada do Rally da Safra 2026 reforça que, além do clima, é o investimento contínuo e o conhecimento técnico que transformam o potencial da terra em resultados reais para o estado.

 

Fonte: cenariomt

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