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Evento em Lucas do Rio Verde celebra o Dia Mundial do Autismo com ações do CAPS Infantojuvenil

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Para marcar o Dia Mundial do Autismo nesta quarta-feira (02), o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Infantojuvenil de Lucas do Rio Verde promoveu uma tarde recreativa dedicada integralmente a seus pacientes. A iniciativa busca proporcionar um ambiente inclusivo e acolhedor, permitindo que as crianças e adolescentes autistas possam expressar livremente seus desejos e vontades. “Essa ação é pensada 100% nos nossos pacientes. A maior parte deles é autista e entendemos que essa data precisa ser comemorada. Queremos que o Caps seja um espaço de inclusão, onde eles possam simplesmente ser quem são”, destacou a psicóloga Milena Schutz Selhorst.

O evento contou com uma programação repleta de atividades lúdicas, incluindo pula-pula, piscina de bolinhas, lanche, música e brincadeiras diversas. Segundo Milena, momentos como esse são essenciais para reforçar a importância da inclusão social dos autistas. “Sabemos que, em outros espaços, eles frequentemente enfrentam preconceito e dificuldades de interação. Nosso objetivo é justamente mudar essa realidade”, afirmou.

Diagnóstico precoce

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento, ou seja, a pessoa já nasce autista. O transtorno se caracteriza por padrões restritos e repetitivos de comportamento, além de dificuldades nas interações sociais. Geralmente, o diagnóstico ocorre na primeira infância, sendo fundamental para garantir um tratamento adequado e melhorar a qualidade de vida do paciente.

“O diagnóstico precoce é essencial. Quanto mais cedo identificamos, mais cedo iniciamos o tratamento e evitamos problemas futuros. Autistas diagnosticados apenas na adolescência ou na vida adulta costumam apresentar altos níveis de ansiedade devido à falta de compreensão sobre si mesmos durante grande parte da vida”, explicou a psicóloga.

No Caps, o tratamento é individualizado. O primeiro passo é acolher a família e avaliar as demandas da criança ou adolescente. A partir disso, é definido se o paciente permanecerá no Caps ou será encaminhado para acompanhamento ambulatorial. Os casos considerados mais graves são inseridos em atividades individuais ou em grupo, conforme a necessidade de cada um.

Diagnósticos e conscientização

O aumento no número de diagnósticos de TEA tem gerado debates. Segundo Milena, isso não significa que existam mais autistas hoje, mas que os avanços na ciência e na conscientização permitiram uma melhor identificação dos casos. “No passado, muitas dessas pessoas eram marginalizadas, internadas ou levavam uma vida inteira sem entender sua própria condição. Hoje, felizmente, temos acesso ao conhecimento e ao tratamento adequado”, comentou.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que uma em cada cem crianças nascidas é diagnosticada com TEA. No Brasil, no entanto, ainda faltam pesquisas aprofundadas sobre o tema. “Lucas do Rio Verde tem se destacado no atendimento ao autista. A cidade conta com uma equipe médica estruturada, o que permite um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz”, ressaltou Milena.

Inclusão

A inclusão de autistas não depende apenas do poder público, mas também da compreensão da sociedade. Pequenas atitudes fazem grande diferença para as famílias e os pacientes. “Muitas mães chegam ao Caps sem conseguir frequentar espaços como igrejas ou eventos sociais porque seus filhos enfrentam dificuldades de interação. Com o tratamento adequado e o apoio da comunidade, essas barreiras são reduzidas”, pontuou Milena.

Ela reforça a importância de uma postura mais compreensiva da população. “Antes de julgar uma criança que está correndo ou gritando, é fundamental refletir que pode se tratar de um autista aprendendo a regular suas emoções. Nem tudo é birra ou falta de educação”, afirmou.

Hidroterapia

Uma iniciativa recente da Prefeitura de Lucas do Rio Verde é o grupo de hidroterapia para crianças autistas, realizado em parceria com fisioterapeutas. A atividade ocorre às segundas e quartas-feiras e visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes. “Muitas crianças autistas adoram água, mas os pais têm receio de deixá-los entrar na piscina. No grupo, trabalhamos a interação entre elas e fortalecemos os laços familiares”, explicou Milena.

Além de estimular a coordenação motora e o equilíbrio, a hidroterapia contribui para a autonomia dos pequenos. “Dentro da piscina, eles aprendem a nadar com suporte, desenvolvem força muscular e ganham confiança para realizar movimentos sozinhos”, destacou.

O serviço, por enquanto, está disponível apenas para pacientes do Caps. As mães interessadas podem manifestar interesse durante o acompanhamento e aguardar a inclusão na lista rotativa de participantes.

Fonte: cenariomt

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