Escola instala elevador para tornar ambiente mais acessível aos alunos com deficiência

A comunidade desta escola se uniu e conseguiu a instalação de um elevador para ajudar os alunos com deficiência. O momento foi muito comemorado!
O vídeo, compartilhado nas redes pela pesquisadora de Educação e fundadora do Instituto Cáue, Mariana Rosa, mostra a filha dela, Alice, usando pela primeira vez a nova funcionalidade.
Mariana contou que foram três anos de mobilização intensa entre os estudantes, famílias e educadoras. No último dia 29 de março o projeto saiu do papel, em São Paulo. Os amigos de Alice estavam na porta do elevador e quando ela foi fazer a primeira viagem, todo mundo vibrou com a conquista da acessibilidade!
Esforço coletivo
A instalação do elevador foi fruto de um esforço coletivo.
Como escola é tombada como patrimônio histórico e tem diversas barreiras arquitetônicas, o acesso de Alice a vários ambientes era improvisado, além de ser inseguro.
Para garantir que todos tivessem as mesmas condições, os alunos formaram comissões de acessibilidade.
A principal função era debater soluções e criar um plano realista para eliminar as barreiras no ambiente escolar.
Depois de anos de diálogo, debates e negociações, eles conseguiram!
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Conquista da acessibilidade
Alice foi a primeira a entrar no “Fantástico Elevador” e ganhou um bilhete dourado para isso.
O ticket dava direito a uma viagem com mais três amigos.
“A Marsella, amiga da Alice, foi sua companhia na primeira viagem do elevador”, contou a mãe da menina.
A comunidade escolar parou para ver o feito. Com todos os amigos reunidos, eles estouraram confete e vibraram bastante depois que a garota conseguiu o acesso.
“A invenção e a transgressão materializadas no elevador, que já não é “social” ou “de serviço”, mas “a serviço” daqueles que dele necessitam”, disse Mariana.
Muito além do elevador
A mãe também contou que o fato vai muito além de um elevador.
“É certo que a garantia da acessibilidade está longe de se resumir à instalação de um elevador. A acessibilidade curricular, inclusive, é um dos aspectos que mais demanda investimento (intelectual, afetivo, financeiro).”
Segundo a genitora, o momento foi de transformação.
“Mas a gente não celebrou a mera instalação do elevador. Ele só concretizou a transformação estrutural (material e simbólica) que podemos construir”, finalizou.
Veja como os alunos se juntaram para ver Alice!
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Fonte: sonoticiaboa