Em meio ao debate nacional sobre mudanças na jornada de trabalho, uma escola de baristas em São Paulo adotou a escala 4×3 e registrou crescimento expressivo no faturamento. A empresa, que atua no setor de cafés desde 2004, alcançou aumento de 35% na receita anual após implementar o novo modelo de trabalho.
A mudança foi realizada em 2025, quando a empresa deixou o sistema tradicional de 44 horas semanais no modelo 5×2 e passou a operar com 40 horas distribuídas em quatro dias de trabalho e três de descanso. A decisão foi tomada em acordo com os funcionários e manteve a estrutura da empresa inalterada, incluindo número de unidades, capacidade e preços.
Segundo a fundadora do negócio, a estratégia priorizou a produtividade em vez do tempo de permanência no trabalho. Mesmo com 17 dias de interrupção das atividades por obras ao longo do ano, o desempenho financeiro superou as expectativas, especialmente em um cenário de retração do setor de alimentação.
A empresária destaca que o maior tempo de descanso contribuiu diretamente para o aumento da eficiência. Funcionários mais descansados apresentaram maior concentração, melhor atendimento e maior capacidade de vendas.
Redução de rotatividade
Outro impacto relevante foi a queda na rotatividade de pessoal. A taxa de turnover caiu para cerca de 8%, reduzindo custos com rescisões e contratações. A empresa também diminuiu a necessidade de trabalhadores temporários, já que houve redução de faltas e afastamentos.
Com equipes mais estáveis e experientes, o atendimento ao cliente se tornou mais consistente, o que contribuiu para o desempenho comercial.
Impacto na qualidade de vida
Funcionários relatam melhora significativa na qualidade de vida com a nova escala. Antes submetidos a jornadas mais extensas, muitos utilizavam o único dia de folga apenas para descanso, sem disposição para atividades pessoais.
Com três dias de descanso semanais, passaram a ter mais tempo para cuidados com a saúde, estudos, lazer e convivência social. O modelo também reduziu sinais de desgaste mental, como estresse e ansiedade, comuns em jornadas mais intensas.
A experiência reforça a discussão sobre modelos alternativos de trabalho no país, indicando que a redução da jornada pode trazer benefícios tanto para empresas quanto para trabalhadores.
Fonte: cenariomt





