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Equipe de Cheerleading de Cuiabá busca apoio financeiro para competir no Canadá após conquistar título nacional

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2026
Muitos brasileiros cresceram assistindo filmes e série ambientados em escolas estadunidenses que colocam o cheerleading (líderes de torcida) em evidência nos corredores ou campos de futebol americano. Apesar de habitarem o imaginário, o esporte ainda é distante da realidade brasileira. Mas, em Cuiabá, o cheerleading virou compromisso para 18 atletas, com idades entre 12 e 33 anos, que fazem parte da equipe Diamonds All Star, vencedores do primeiro lugar em uma competição nacional no Rio de Janeiro e, agora, convidados para representar Mato Grosso em um campeonato no Canadá. 


Para conseguirem participar do evento, o grupo precisa arrecadar R$ 400 mil para custear passagens, hospedagens e alimentação dos atletas, que não são patrocinados e costumam tirar dinheiro do próprio bolso ou fazerem rifas para conseguirem participar das competições.
“Fizemos uma rifa para ir ao Rio de Janeiro, só que era algo muito mais acessível, fomos para feirinhas vender… Só que agora é algo muito maior, é muito dinheiro”, explica a atleta Stephani Labadessa, de 24 anos. 
“A gente estava com receio de envolver os atletas em algo assim, cansativo de novo, porque foi cansativo essas vendas de rifa, essa organização, para talvez não ter resultado. A inscrição, por exemplo, tinha que ser paga antes e era 2 mil dólares canadenses”, completa.
Apesar de terem conseguido pagar a inscrição, Stephani lamenta que “ainda falta todo o resto”. Assim como os outros integrantes do grupo, a jovem atleta se divide entre a profissão de engenheira civil e os treinos, que acontecem aos sábados. Ela conheceu o cheerleading quando começou a cursar Engenharia Civil na UFMT. 
Depois de três anos como atleta da equipe ligada à atlética das engenharias da UFMT, ela decidiu migrar para o time all star em busca de evolução técnica. Segundo ela, o esporte chamou atenção por reunir diferentes habilidades em uma única prática.
“É um esporte muito dinâmico, envolve flexibilidade, agilidade, força, explosão, é tudo junto. E também tem a questão da equipe, porque você depende das outras pessoas pra executar os movimentos. Você cria um vínculo muito forte”, afirma. Desde então, ela diz que se mantém no cheerleading pela possibilidade constante de aprendizado e desenvolvimento dentro da modalidade.
Criada em 2019, inicialmente com o nome Easy X, a equipe surgiu a partir da iniciativa de atletas que queriam ampliar o acesso ao cheerleading fora do ambiente universitário. Com o tempo, o projeto evoluiu para um formato “all star”, que reúne pessoas de diferentes idades e níveis, permitindo maior continuidade no desenvolvimento técnico dos atletas. 
“O grupo foi criado com intuito de trazerm mais atletas, porque o cheerleading é um esporte universitário em sua maioria, principalmente fora do país. Mas quando envolve universidade, você precisa ser universitário. Muitas das equipes evoluem incluem pessoas que não estão no nicho da universitário”, explica Stephani sobre a criação da Diamonds. 
Stephani explica que a principal dificuldade para manter o grupo está na estrutura e no acesso a equipamentos adequados, já que o cheerleading exige um espaço seguro e materiais específicos para a execução de movimentos.
“Como é um esporte coletivo, a gente precisa de pessoas e de estrutura mínima, como um tablado apropriado. Além disso, tem o tumbling, que são os elementos de ginástica, e a gente não consegue evoluir nessa parte por falta de equipamento”, afirma.
Segundo ela, a Diamond All Star até compete em categorias sem tumbling justamente por essa limitação. Atualmente, os treinos acontecem por meio de uma parceria com uma academia de crossfit em Cuiabá, o que garante uma base, mas ainda distante do ideal necessário para o desenvolvimento que precisam nos treinos. 
Apesar das limitações, o desempenho da Diamond All Star tem se destacado. Na competição realizada no Rio de Janeiro, o grupo superou equipes de estados com tradição no esporte, como São Paulo, Brasília e o próprio Rio. A vitória garantiu o convite para o campeonato internacional, feito inédito para uma equipe de Mato Grosso.
“A gente nunca imaginou competir fora do país, então já deu um brilho nos olhos. Só de receber esse convite já foi emocionante. Representar Cuiabá e o estado em uma competição internacional é um sonho”, afirma Stephani. 

 

Fonte: Olhar Direto

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