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Empresários presos por envolvimento em plano do PCC para matar promotor do Ministério Público em Campinas: detalhes revelados

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Via @portalg1 | Dois empresários foram presos, na manhã desta sexta-feira (29), suspeitos de financiar um plano da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) para matar o promotor Amauri Silveira Filho, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de Campinas (SP).

O mesmo plano também tinha como objetivo assassinar o comandante de uma polícia de São Paulo, que não teve o nome e a função exata divulgados.

Os presos são Maurício Silveira Zambaldi e José Ricardo Ramos, que atuam nos setores de comércio de veículos e transporte. Um deles foi detido no bairro Cambuí, região central de Campinas, e o outro no condomínio Alphaville, na mesma cidade.

Segundo o MP, o plano envolvia a busca por um atirador no Rio de Janeiro e o uso de uma caminhonete blindada com uma metralhadora .50.

Maurício é conhecido como Dragão e seria responsável por lavar dinheiro do PCC.

De acordo com o MP, o namorado da filha de Maurício também foi apreendido para apurar se houve tentativa de obstrução da justiça, porque a equipe encontrou o celular dele quebrado sobre o telhado de um imóvel vizinho durante a operação.

Em nota, o advogado que representa Maurício e o namorado da filha do suspeito informou que “ambos os investigados negam veementemente qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de autoridades” e que “qualquer ilação em sentido contrário carece de fundamento”. – veja a nota na íntegra no fim da reportagem.

A operação foi deflagrada pelo Gaeco de Campinas e pelo 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep) da metrópole.

A Justiça de Campinas expediu três mandados de prisão, mas o terceiro investigado segue foragido. Segundo o MP, trata-se de Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, um dos chefes do PCC – leia mais aqui.

Além das duas prisões, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nesta sexta-feira.

Objetivo era encerrar investigações

O promotor de Justiça Marcos Rioli, que atuou na operação desta sexta, informou que o plano foi descoberto na quarta-feira (27).

Os empresários teriam arquitetado o plano de assassinato para interromper investigações sobre os crimes cometidos pela facção, como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa armada.

Eles teriam financiado e providenciado a aquisição de veículos e armamento, além da contratação de operadores para criar uma emboscada ao promotor.

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Infográfico – Empresários são presos por plano de matar promotor em Campinas (SP) — Foto: Arte/g1

‘Mijão’, chefe do PCC, articulou o plano, diz MP

Um dos principais articuladores do plano é Sérgio Luiz de Freitas Filho, o “Mijão”, um dos chefes do PCC que está entre os principais operadores do tráfico de drogas no país, segundo o MP.

Ele está foragido há anos e, segundo as investigações, pode estar escondido na Bolívia, de onde continuaria comandando atividades criminosas. As investigações continuam para localizar outros suspeitos.

O que diz a defesa dos suspeitos?

A defesa técnica de Maurício Silveira Zambaldi e I. J. F. F. informouq ue não obteve acesso aos autos da investigação e destacou que os investigados negam qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de autoridades.

Veja a nota na íntegra:

A defesa técnica dos investigados Maurício Silveira Zambaldi e I. J. F. F., no âmbito da investigação denominada Operação Pronta Resposta, conduzida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, informa que:

  • (i) A defesa ainda não obteve acesso amplo e irrestrito aos autos da investigação e aguarda que tal acesso seja concedido nas próximas horas.

  • (ii) Neste momento, ambos os investigados negam veementemente qualquer participação em plano que atente contra a integridade física de

  • autoridades. Qualquer ilação em sentido contrário carece de fundamento.

  • (iii) A defesa técnica confia plenamente que a verdade dos fatos será devidamente estabelecida no curso da investigação.

  • (iv) Os investigados permanecem à disposição das autoridades para colaborar com o esclarecimento dos fatos, sempre na busca da verdade real.

Já o advogado Pedro Said, que representa José Ricardo Ramos, destacou que acredita na inocência do empresário, disse que ele “jamais aceitaria participar de um plano dessa natureza” e afirma que “provará a inocência dele na Justiça”.

Por Bárbara Camilotti, Bianca Rosa, Isabela Leite, g1 Campinas e região
Fonte: @portalg1

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