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Doença Transmitida por Animais agora com Notificação Obrigatória em Mato Grosso

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Os casos de brucelose humana passam a ser de notificação compulsória em Mato Grosso. A medida vale para serviços de saúde públicos e privados e laboratórios, que deverão comunicar casos da doença à Vigilância Epidemiológica.

A determinação consta em resolução da Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT), publicada no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (10). A norma estabelece novas diretrizes para a vigilância e o monitoramento da doença no estado.

A brucelose é uma zoonose causada por bactérias do gênero Brucella e pode ser transmitida aos seres humanos principalmente pelo contato com animais infectados ou com produtos contaminados. Segundo o Ministério da Saúde, trabalhadores rurais, veterinários, funcionários de frigoríficos e profissionais de laboratório estão entre os grupos mais expostos.

Como será a notificação em MT

Pela nova regra, laboratórios públicos e privados deverão informar resultados compatíveis com brucelose e encaminhar os laudos à Vigilância Epidemiológica municipal.

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Brucelose: formas de transmissão

Como a brucelose é transmitida?

Uma das principais formas de transmissão é pela ingestão de alimentos contaminados, especialmente:

  • Leite não pasteurizado
  • Queijo e outros derivados produzidos com leite contaminado
  • Carne crua ou malpassada

Os serviços de saúde também deverão registrar as informações clínicas e epidemiológicas no sistema IndicaSUS e comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica. Os dados serão utilizados para acompanhar a ocorrência da doença e orientar ações de prevenção e controle.

A resolução estabelece ainda que o descumprimento da obrigação de notificar poderá sujeitar os responsáveis às penalidades previstas na legislação sanitária.

A bactéria também pode ser transmitida pelo contato direto ou indireto com animais infectados e pela inalação de partículas contaminadas. Bovinos, búfalos, ovelhas, cabras, porcos, cavalos e cães estão entre os animais que podem estar envolvidos na exposição humana.

O Ministério da Saúde alerta ainda para acidentes durante a vacinação de animais contra a brucelose, que também podem provocar infecção em trabalhadores que manipulam as vacinas.

Quais são os sintomas?

A doença pode ser difícil de identificar porque os sintomas também aparecem em várias outras enfermidades. Entre os sinais mais comuns estão febre, mal-estar, suor intenso durante a noite, calafrios, fraqueza, cansaço e perda de peso.

Também podem ocorrer dores de cabeça, musculares, articulares, abdominais e nas costas. Em alguns casos, a infecção pode não apresentar sintomas.

O período de incubação pode variar de cinco a 60 dias, embora o Ministério da Saúde informe que, em situações excepcionais, esse intervalo pode ser bem maior. Sem tratamento adequado, a doença pode evoluir para uma forma crônica.

Quem corre mais risco?

A exposição é maior principalmente entre pessoas que trabalham diretamente com animais ou produtos de origem animal. Entre elas estão vaqueiros, boiadeiros, produtores de leite e queijo, veterinários, trabalhadores de frigoríficos, abatedores e profissionais de laboratórios.

Para reduzir o risco, o Ministério da Saúde recomenda consumir apenas leite fervido ou pasteurizado, cozinhar bem carnes e vísceras, usar equipamentos de proteção durante o manejo de animais e manter a higiene dos ambientes de produção animal.

O tratamento da brucelose humana é feito com antibióticos e está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Fonte: primeirapagina

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