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Documentos apontam tubo mal fixado e falta de oxigenação na morte de João Guilherme

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2026

Um documento emitido pela Santa Casa de Campo Grande e encaminhado ao Instituto Médico e Odontológico Legal (Imol) mostra que um erro pode ter ocorrido na entubação realizada em João Guilherme Jorge Pires, de 9 anos, na Unidade de Pronto Atendimento Universitário. O menino morreu na madrugada de terça-feira (7).

De acordo com o documento, a criança chegou à Santa Casa, já na terça-feira, vindo da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com rebaixamento do nível de consciência e dessaturação, que é a queda da taxa de oxigênio no sangue, além de cianose em extremidades — coloração azulada ou arroxeada causada pela má oxigenação do sangue.

Ainda conforme o laudo, as equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) relataram ao hospital que havia grande quantidade de sangue na via aérea do menino e que, quando chegaram à unidade de saúde, encontraram o menino em parada cardiorrespiratória e com tubo mal fixado.

Os socorristas realizaram manobras de ressuscitação cardiopulmonar e conseguiram recuperar o pulso do João durante o transporte até o hospital.

A fixação incorreta do tubo endotraqueal pode levar a complicações sérias, como intubação esofágica (quando o tubo vai para o estômago), extubação acidental (o tubo escapa), hipoxemia (queda de oxigênio), lesões nas cordas vocais, fístula ou trauma da traqueia.

Entenda

Segundo a família, o menino passou por sete atendimentos médicos depois de machucar o joelho, recebeu medicação e foi liberado, mas voltou a piorar e morreu. A polícia aguarda o exame necroscópico do corpo da criança, que deve indicar a causa da morte.

Inicialmente, o caso foi registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro.

Agora, a investigação está sob responsabilidade da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), que deve analisar a sequência de atendimentos nas unidades de saúde e apurar se houve negligência. Em nota, a Polícia Civil informou que o caso é investigado sob sigilo e, por isso, nenhum detalhe da apuração será divulgado.

A reportagem procurou a Secretaria de Saúde após ter acesso ao laudo. Em nota, apenas reforçaram que o caso é investigado:

A Secretaria Municipal de Saúde informa que o caso está sendo investigado, esclarece ainda que as informações estão sendo devidamente apuradas, com base em levantamentos de prontuários e registros médicos. Ressalta também que todas as responsabilidades serão rigorosamente verificadas e, caso sejam identificados eventuais desvios de conduta, as medidas cabíveis serão adotadas.

Fonte: primeirapagina

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