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Dificuldade em emagrecer: Descubra a relação entre sono, envelhecimento e perda de peso

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2026

Dormir bem vai muito além de um simples descanso. O sono é um processo biológico ativo, essencial para a consolidação da memória, regulação emocional, equilíbrio hormonal e manutenção da saúde física. 

No entanto, em meio a rotinas aceleradas e ao excesso de telas, o descanso tem sido negligenciado, e o preço aparece no humor, na concentração e na imunidade.

Neurocientista, Carol Garrafa explica que o problema é cultural. 

“Vivemos em uma sociedade que valoriza quem dorme pouco e produz muito. Mas a ciência mostra o contrário: sono de qualidade é pré-requisito para tomada de decisão e estabilidade emocional”, afirma.

Abaixo, a especialista responde às 10 dúvidas mais comuns sobre o tema:

1. Por que o sono é tão vital?

“O sono é o momento em que o cérebro processa tudo o que vivenciamos”, explica Carol. Durante o descanso, ocorre a restauração das funções cognitivas. Sem uma noite adequada, a atenção e a capacidade de decisão ficam severamente comprometidas.

2. Qual a quantidade ideal de horas?

Adultos precisam, em média, de 7 a 9 horas por noite. “Crianças e adolescentes precisam de mais, pois o sono é vital para o desenvolvimento cerebral”, diz a neurocientista. Ela alerta: dormir 8 horas fragmentadas não tem o mesmo benefício que 6 horas de sono contínuo e profundo.

3. O “faxineiro” do cérebro: O que ocorre enquanto dormimos?

No sono profundo, o cérebro realiza uma “limpeza” metabólica, eliminando proteínas tóxicas acumuladas no dia. “A privação crônica está associada ao maior risco de demência e envelhecimento cerebral acelerado”, indica. Já no sono REM (fase dos sonhos), o cérebro organiza memórias e regula o estado emocional.

4. Soneca após o almoço: Ajuda ou atrapalha?

As chamadas power naps (20 a 30 minutos) podem restaurar a energia mental e o foco. No entanto, cochilos longos tendem a prejudicar o sono noturno.

5. O impacto no equilíbrio emocional

O sono regula neurotransmissores ligados ao estresse. “Quando dormimos mal, a amígdala cerebral fica mais reativa. Por isso nos tornamos mais irritáveis e impulsivos”, revela Carol.

6. Sono e Saúde Mental

Noites mal dormidas elevam o risco de ansiedade e depressão. Para a especialista, “um cérebro cansado interpreta ameaças de forma ampliada. O sono é um regulador emocional poderoso”.

7. É possível aprender dormindo?

Diretamente. É no descanso que o cérebro “digere” o aprendizado. Estudar virando a noite é ineficiente; o conhecimento se fortalece com o repouso ou pausas programadas.

8. Dormir emagrece?

Sim. O sono regula a leptina (saciedade) e a grelina (fome). “Quem dorme mal sente mais fome e busca alimentos calóricos por impulso”, explica Carol. Além disso, a privação de sono eleva o cortisol, favorecendo o acúmulo de gordura abdominal.

9. O perigo das telas e conteúdos violentos

A luz azul de celulares reduz a melatonina. Além disso, jogos ou filmes violentos antes de deitar podem gerar pesadelos. “O inconsciente não distingue real de imaginário; essas imagens são traduzidas como ameaças, prejudicando o descanso”, alerta.

10. Como conquistar um sono de qualidade?

A orientação é manter uma rotina regular:

  • Deitar e acordar sempre no mesmo horário;
  • Reduzir telas antes de dormir;
  • Tomar um banho quente para relaxar;
  • Manter o quarto fresco e escuro.

“Dormir bem exige estratégia e intencionalidade”, finaliza a neurocientista.

Fonte: primeirapagina

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