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Dicas para evitar doenças de verão na praia durante o Réveillon

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Sol, mar, descanso e diversão fazem da praia um dos destinos preferidos no verão. No entanto, sem alguns cuidados básicos, o período de lazer pode acabar se transformando em dor de cabeça.

O calor excessivo, a grande circulação de pessoas, a exposição prolongada ao sol e o contato com areia e água contaminadas criam um ambiente propício para o surgimento das chamadas doenças de verão, ou “doenças de praia”.

Muitas pessoas desconhecem os riscos e deixam de adotar medidas simples de prevenção. Crianças, por passarem mais tempo brincando na areia e no mar, costumam estar ainda mais expostas.

Pensando nisso, o Primeira Página preparou um levantamento com as doenças mais comuns nesta época do ano e dicas práticas para evitar complicações durante o verão.

Confira os principais problemas de saúde associados à praia

  • Desidratação: Ficar muito tempo sob o sol faz o corpo perder líquidos e sais minerais por meio do suor. Quando essa reposição não acontece, pode ocorrer desidratação, que afeta o funcionamento do organismo. Sede intensa, dor de cabeça, indisposição, tontura e até desmaios estão entre os sintomas. A recomendação é beber água com frequência, além de água de coco e sucos naturais, evitar álcool em excesso e buscar sombra sempre que possível.
  • Queimaduras solares e insolação: A exposição ao sol sem proteção pode causar queimaduras na pele e insolação. Ardência, vermelhidão, bolhas, febre, mal-estar e tontura são sinais de alerta. O uso de protetor solar com fator mínimo 30, reaplicado ao longo do dia, além de chapéus, bonés e camisetas, ajuda a reduzir os riscos. Evitar o sol entre 10h e 16h também é fundamental.
  • Intoxicação alimentar e viroses: Alimentos mal armazenados ou preparados de forma inadequada são comuns na praia e podem provocar náuseas, vômitos, dor abdominal, febre, diarreia e desidratação. Em casos mais intensos, é necessário procurar atendimento médico. Dar preferência a locais com boas condições de higiene, lavar bem as mãos e usar bolsas térmicas para conservar alimentos são medidas importantes.
  • Micoses: O calor e a umidade favorecem a proliferação de fungos, encontrados com facilidade na areia, em banheiros, piscinas e superfícies úmidas. Coceira, manchas, descamação e alterações nas unhas são sinais comuns. Manter a pele limpa e seca, evitar andar descalço em locais úmidos e usar toalhas secas ajudam a prevenir o problema.
  • Bicho geográfico: Causado por larvas presentes na areia, especialmente em áreas frequentadas por cães e gatos, o bicho geográfico provoca lesões avermelhadas na pele, com trilhas visíveis e coceira intensa. Os pés e o glúteo são as áreas mais afetadas. Evitar sentar diretamente na areia e manter os pés calçados são as principais formas de prevenção.
  • Bicho de pé: A tungíase é provocada pela penetração de uma pulga na pele, geralmente na sola dos pés. O primeiro sinal costuma ser um pequeno ponto escuro ou amarelado, acompanhado de dor e coceira. O tratamento exige retirada adequada, sendo indicada a procura por atendimento médico.
  • Conjuntivite: A doença pode surgir pelo contato com água contaminada do mar ou de piscinas muito frequentadas. Coçar os olhos com as mãos sujas e compartilhar objetos pessoais aumentam o risco. Vermelhidão, secreção e ardência são sintomas comuns. O ideal é procurar um oftalmologista para avaliação.
  • Picadas de insetos: Mosquitos, marimbondos, abelhas e outros insetos são comuns em áreas litorâneas. As picadas podem causar dor, inchaço, coceira e, em casos mais graves, reações alérgicas. Usar repelente e evitar coçar o local ajudam a reduzir complicações.
  • Queimadura por água-viva: Em algumas praias, o contato com águas-vivas pode provocar queimaduras dolorosas, com inflamação, bolhas e até necrose da pele. Se houver sinalização sobre a presença desses animais, o recomendado é evitar entrar no mar.

Atenção especial com a areia

A areia úmida, contaminada por esgoto, lixo ou fezes de animais, pode concentrar fungos, bactérias e parasitas. Para reduzir riscos:

  • Evite andar descalço por longos períodos;
  • Use toalha ou canga ao sentar;
  • Não cubra o corpo com areia;
  • Não consuma alimentos que caíram no chão;
  • Se andar descalço, prefira a faixa próxima ao mar, onde a água ajuda a limpar a areia;
  • Seque bem o corpo após sair da água.

Prevenção é o melhor caminho

Planejamento e prevenção são aliados importantes para aproveitar o verão com tranquilidade. Ao manter hábitos saudáveis, atenção à higiene e cuidado com a exposição ao sol e à água, é possível desfrutar do período de descanso com mais segurança e bem-estar.

Com informação e atenção aos sinais do corpo, o verão pode ser aproveitado de forma mais leve e segura, reduzindo riscos e evitando problemas de saúde comuns neste período.

Fonte: primeirapagina

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