Um total de 8.768 mortes por diabetes foram registradas no Centro-Oeste entre 2023 e 2024, segundo o estudo “Padrões de Mortalidade por Diabetes Mellitus no Brasil”, publicado em novembro do ano passado.
No Dia Nacional de Combate ao Diabetes, nesta sexta-feira (26), a especialista Renata Bussuan, coordenadora nacional do curso de pós-graduação em Endocrinologia da Afya Educação Médica, chama atenção para o aumento dos casos da doença entre jovens.
O diabetes é uma condição inicialmente silenciosa, principalmente na fase de pré-diabetes, que costuma ser “invisível” em exames comuns, como explica Renata.
Em alguns pacientes, segundo a especialista, os exames mostram níveis pouco alterados de glicemia de jejum e hemoglobina glicada, aparentemente controlada ou pouco aumentada. Mas, eles já apresentam alterações significativas após a sobrecarga de glicose, por exemplo.
Antes considerada uma condição predominantemente associada a idosos, a resistência à insulina e o pré-diabetes passaram a ser diagnosticados com frequência em adultos jovens, adolescentes e até crianças.
O pré-diabetes representa um estágio intermediário e exige intervenção imediata, como reforça Bussuan.
Ainda conforme a especialista, o Teste Oral de Tolerância à Glicose (TOTG) pode ser decisivo nesse sentido, já que ele avalia a resposta do organismo após a ingestão de uma carga de açúcar e permite identificar indivíduos com alto risco de desenvolver a doença antes mesmo de sua consolidação.
Diagnóstico não é o fim!
Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes apontam que cerca de 20 milhões de brasileiros convivem atualmente com a doença, muitas vezes sem diagnóstico ou sem acompanhamento adequado.
Embora seja mais conhecido pelos impactos no metabolismo e na circulação, o diabetes também pode afetar diretamente a visão. Isso ocorre porque o excesso de glicose no sangue pode danificar estruturas delicadas dos olhos ao longo do tempo.
Apesar do elevado número de mortes pela doença nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e no Distrito Federal, o diagnóstico não representa um caminho sem volta, como lembra a especialista.
A identificação precoce das alterações metabólicas permite reverter o quadro e interromper a progressão da doença antes que ela se torne crônica.
Fonte: primeirapagina





