Saúde

Dia Mundial da Hemofilia: Campanha ressalta vital importância do diagnóstico

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2026

No Dia Mundial da Hemofilia, celebrado nesta sexta-feira (17), a Federação Mundial da Hemofilia chamou a atenção para a importância do diagnóstico precoce como etapa fundamental no tratamento da doença. A entidade alerta que identificar a condição é essencial para garantir o acesso aos cuidados adequados.

Segundo estimativas da federação, mais de 75% das pessoas com hemofilia no mundo ainda não foram diagnosticadas. Esse cenário impede que centenas de milhares de pacientes tenham acesso a tratamentos básicos, agravando os impactos da doença.

O presidente da entidade, Cesar Garrido, destacou que barreiras estruturais continuam dificultando o diagnóstico em diversas regiões. “Sem diagnóstico não há tratamento e, sem tratamento, não há progresso”, afirmou ao defender o fortalecimento da capacidade diagnóstica global.

O que é a hemofilia

De acordo com o Ministério da Saúde, a hemofilia é uma condição genética rara que compromete a coagulação do sangue. A doença ocorre pela deficiência de fatores responsáveis por interromper sangramentos, o que pode provocar hemorragias internas, especialmente em articulações e músculos.

Em situações normais, o organismo ativa proteínas que ajudam a estancar sangramentos. Pessoas com hemofilia, no entanto, não possuem esses fatores em quantidade suficiente, o que prolonga o sangramento.

Existem dois tipos principais da doença:

  • Hemofilia A: causada pela deficiência do fator VIII
  • Hemofilia B: relacionada à deficiência do fator IX

A gravidade varia conforme o nível desses fatores no sangue, podendo ser classificada como leve, moderada ou grave. Em casos leves, o diagnóstico pode ocorrer apenas na fase adulta.

A condição é, na maioria das vezes, hereditária e ligada ao cromossomo X, sendo mais comum em homens. Embora rara, também pode afetar mulheres, especialmente quando há histórico familiar ou alterações genéticas específicas.

Cenário no Brasil

Dados do Ministério da Saúde apontam que o Brasil registrou 14.202 pessoas com hemofilia em 2024. A maior parte dos casos corresponde à hemofilia A, com 11.863 registros, enquanto a hemofilia B soma 2.339 pacientes.

No país, a produção de medicamentos essenciais é realizada pela Hemobrás, empresa pública vinculada ao governo federal. A instituição destaca a importância da fabricação nacional de hemoderivados para garantir o abastecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

A estrutura industrial localizada em Pernambuco tem papel estratégico no fornecimento de tratamentos, como o fator VIII, utilizado no controle da hemofilia A. Segundo a empresa, essa produção contribui para a estabilidade do atendimento e melhora a qualidade de vida dos pacientes.

Fonte: cenariomt

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